Biscoitinhos de cacau com aveia

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Olá Pessoal!

Hoje quero compartilhar com vocês uma receita super saudável, gostosa e deliciosa de fazer com os pequenos!

Samuel ama cozinhar comigo. Já fizemos bolo, pão de queijo, pizza, e hoje nos aventuramos a fazer biscoitinhos! Foi muito gostoso esse tempo com ele. Vê-lo todo empolgado nos preparativos e na hora de comer não tem preço. Meu filho mais novo, Isaque, estava na soneca dele da tarde, então foi uma ótima oportunidade para poder dar toda a minha atenção ao Samuel nesse tempo de qualidade juntos. 🙂

Essa receita eu vi no instagram do @namarmitinha. Super recomendo. Ela tem receitas super legais e saudáveis pro dia a dia!

Biscoitinhos de Cacau e Aveia

* Fonte: @namarmitinha

* Observações minhas entre parêntesis

*Rende cerca de 50 biscoitos pequenos.

Ingredientes:

  • 1 colher sopa de linhaça dourada triturada (você pode usar o liquidificador, processador,  etc…)
  • 3 colheres sopa de água filtrada
  • 1 xícara de farinha de aveia ou farelo de aveia (usei farinha de aveia)
  • 2 colheres sopa de cacau ou chocolate em pó (usei chocolate em pó – não é achocolatado, ok?)
  • 4 colheres de sopa de açúcar de coco (se não tiver, tente usar o açúcar mascavo ou demerara, mas se puder use o açúcar de coco mesmo… o sabor que ele dá nesses biscoitinhos é incrível!)
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 1 colher de café rasa de bicarbonato
  • leite (mais ou menos 2 colheres de sopa… vai depender do ponto. Dê preferência  para o leite vegetal – leite de amêndoas, ou outro que preferir)

Modo de Fazer

Misture a linhaça triturada com a água e deixe descansar por 15 a 20 minutos. Este é o nosso “ovo”de linhaça (essa misturinha substitui o ovo nas receitas). Reserve.

Num bowl, misture a farinha de aveia, o cacau (ou chocolate em pó), o açúcar e o bicarbonato. Acrescente o óleo de coco, aquela misturinha de linhaça e água e o extrato de baunilha. Misture com as mãos – Essa é a melhor maneira de sentir a massa (e as crianças amam!!!).

Acrescente o leite até obter o ponto de uma massinha de modelar. A dica é, acrescentar 1 colher de sopa de leite por vez e ir amassando com as mãos. O ponto é quando a massinha fica modeláveis. Ela pega de leve nas mãos. (Eu, Juliana, precisei usar  apenas 2 colheres de sopa de leite).

Em uma bancada enfarinhada (preferi usar o fundo de um tabuleiro grande – com a boca virada para baixo, e com um forro plástico por baixo, para aliviar a bagunça hehehe), abra a massa (não esqueça de enfarinhar por baixo e também um pouquinho no rolo de abrir a massa. Se não fizer isso, gruda mesmo!) e corte os biscoitinhos no formato que desejar. Se preferir, pegue uma pequena porção da massa, faça uma bolinha e achate num formato de cookies. Optei por deixar os biscoitinhos fininhos para ficarem bem crocantes.

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Disponha os biscoitinhos num tapete de silicone , numa forma antiaderente ou em uma forma untada e asse em forno pré aquecido 180 graus C, cerca de 15 minutos (fique de olho para não queimarem! Os meus assaram em 10 minutos). O tempo varia conforme o forno.

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Olha só ele todo orgulhoso indo levar os biscoitinhos para assar

Se possível, assim que tirar os biscoitos do forno, retire-os da assadeira e coloque em outro local para esfriar (se tiver uma grade ou bancada fria, melhor!). Os biscoitos ficam crocantes após esfriarem.

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*Rende cerca de 50 biscoitos pequenos!

♥ Você pode acrescentar castanhas trituradas (nuts), gotas de chocolate, sementes e até especiarias como canela, gengibre, noz moscada.

♥ O biscoito não é doce. Se quiser ele mais docinho aumente a quantidade de açúcar.

♥ Olha que ideias legais para as crianças fazerem nos biscoitinhos (fotos retiradas da Internet):

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Quem fizer não deixe de comentar aqui! Seus filhotes curtiram?

Os meus amaram!!

Abraços!

Ju

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Um Pão de Queijo super gostoso!

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Olá pessoal!

Estou com um monte de receitas boas para colocar aqui. Aos poucos estou organizando meu tempo para poder atualizar sempre o meu blog querido! Obrigada por todos os comentários e retornos que recebo de cada um de vocês! Fico muuuuuuuito feliz quando fico sabendo que estão gostando do blog e que minhas receitas e ideias tem abençoado vocês de alguma forma!

Hoje, quero compartilhar a receita de um pão de queijo que eu fiz semana passada! Ficou muito gostoso! Eu, como boa mineira, amo amo amo pão de queijo de paixão!

Tenho minhas preferências, como por exemplo, gosto de pão de queijo daqueles que vc abre e é meio “puxento” por dentro sabe? E, claro, com bastante gosto de queijo (e não só gosto de polvilho, pq ninguém merece né?). Também amo quando o pão de queijo dá aquelas “pintinhas” do queijo torradinho do lado de fora! hummm!

Prefiro o sabor do pão de queijo feito com o tradicional queijo canastra meia cura, mas aqui nessa receita, usei só mussarela, porque aqui onde estamos morando, não consigo achar o meu tão querido queijinho mineiro ;-( Então a gente improvisa… mas, pode fazer com o queijo que vc quiser. Pode misturar parmesão, provolone, etc… ou só queijo mussarela ralado mesmo.

Essa receita fica assim, do jeito que eu gosto! Ele fica com essas pintinhas do lado de fora, super saboroso e com aquele ‘puxento’ por dentro no ponto certo! ***Atualização: O rendimento dela não é muito grande comparada às outras que já fiz, mas ainda assim é a minha predileta. Rende cerca de 50 pãezinhos como esse da foto abaixo. 

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PÃO DE QUEIJO MINEIRO

Fontehttp://fotografandoamesa.com.br/o-melhor-pao-de-queijo-do-mundo/

Ingredientes:
– 75ml de óleo (experimente fazer com óleo de coco, fica ótimo!)
– 300ml de leite
– 375g (2 xícaras + 1/4 de xícara) de polvilho azedo
– 125g (3/4 de xícara) de polvilho doce
– 2 colheres rasas de chá de sal (se o queijo for mais salgado reduza essa quantidade!)
– 2 ovos
– cerca de 500g de queijo meia cura ralado (usei a mesma quantidade de mussarela)

Pré-aqueça o forno a 200 graus.

Em uma panela, misture o óleo e o leite e deixe levantar fervura.

Coloque em uma tigela os polvilhos e o sal e escalde com a mistura de óleo e leite. Deixe esfriar um pouco e mexa bem. Acrescente os ovos, um a um, misturando bem entre eles. Coloque o queijo meia cura e mexa até formar uma massa homogênea.

Modele bolinhas e coloque em uma assadeira untada com óleo. Leve ao forno por 30 minutos ou até que eles estejam bem douradinhos.

Essa receita rende entre 50 e 60 pães de queijo médios.

*Fiz o dobro da receita e não amassei  na mão hehehe… usei a minha super power batedeira da KitchenAid (com aquela pá de gancho – que é para mexer massas pesadas) para fazer o serviço pesado dessa receita kkkk

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DICAS DA JU:

♥ Se puder, faça como eu, fiz o dobro da receita e assei tudo de uma vez! Comemos uns com cafezinho e os outros congelei. Sim! Já assado! Dá super certo e ganhamos tempo. Coloco para meu filho levar de lanche para a escola.

Faço assim: Embalei de 3 e 3 pãezinhos em plástico filme e fui colocando dentro daqueles sacos “ziplock”. Ele vai para a escola no período da manhã, então na noite anterior , antes de dormir, eu só tiro 1 desses (3 pães de queijo embalados no plástico filme) e deixo descongelar sozinho já dentro da lancheira dele. Quando ele for comer de manhã, já estará perfeito para comer.

♥ Desde que descobri que congelar o pão de queijo já assado dá certo, várias vezes, eu passo um cafezinho, tiro o pão de queijo congelado, corto ele ao meio, coloco na torradeira (ou até mesmo naquela função de descongelar do microondas por pouquíssimo tempo) e ele fica como novo! Quem gosta de pão de queijo com café?! Amo!

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Pão de banana (delicioso!)

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Esse pãozinho é uma delícia! Aprendi com a minha querida amiga Nívea Soares (obrigada Nini!).

Gosto demais do sabor desse pão! Desde que aprendi faço muito dele aqui em casa!

Vamos a receita?

Pão de Banana

Comece fazendo a “esponja” da seguinte maneira: misture 1 sachê de fermento para pão (não é o de bolo, ok?) com duas colheres de farinha de trigo e 3/4 xícara de água morna (tem que ser morna, NUNCA quente!). Deixe essa misturinha “descansar” no forno desligado porém quentinho (ligue o forno, deixe ele esquentar só um pouco e então desligue). Ela vai espumar depois de alguns minutos. Reserve.

Enquanto isso, bata bem no liqüidificador:

2 bananas nanicas (caturra) COM CASCA (lave antes e retire as extremidades)

2 ovos

1 xícara de óleo

1 xícara de açúcar mascavo ou açúcar de coco

Canela a gosto (uso cerca de meia colher rasa de sopa )

Depois que aquela primeira misturinha que você fez já descansou e o fermento reagiu (ela espuma e fica parecendo uma esponja), misture-a com o conteúdo do liqüidificador já num recipiente grande para você poder misturar a farinha de trigo.

Vá colocando a farinha de trigo aos poucos. Você vai usar cerca de 1kg de farinha de trigo (uns 800 gramas tal), mas isso vai depender do clima e do ponto da massa. Vá adicionando e sovando a massa até que ela comece a desgrudar das mãos. Só até que comece a desgrudar (ela ainda vai grudar um pouco). * Se quiser usar farinha de trigo integral também dá certo, mas recomendo usar pelo menos metade de farinha de trigo branca para o pão não ficar muito pesado – Eu tenho usado a proporção 1/3 farinha integral e 2/3 farinha branca.

Sove a massa… por uns 10 minutos!! Quanto mais você sovar, mais fofinho ele ficará.

Deixe a massa descansar por umas 3 horas ou até que dobre de tamanho. Após isso, modele os pães como você preferir. Pode ser bolinha, trança ou assá-los na forma tipo de bolo inglês, como na foto. Deixe descansar mais um pouco (pelo menos até você ver eles aumentarem de tamanho). Pincele gema de ovo por cima  e leve para assar em forno pré aquecido a 200 graus por cerca de 20 minutos ou até ficar douradinho por cima.

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Dica de ouro: na hora que for assar o pão ferva água e coloque em uma travessa no “chão”do forno. O vapor fará com que o pão fique mais molhadinho! Veja na foto abaixo. 

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Gostaram? Curta o Blog Casa da Ju no facebook e fiquem ligados nas próximas receitas!

Abraços!

JU

Bolo Prestígio – O melhor bolo do mundo!

Bolo Nega Maluca

Esse bolo é FENOMENAL!!!! Nunca provei um bolo recheado tão gostoso. Ele é fofo, úmido na medida certa, doce na medida certa! Para mim, perfeito! Todo mundo que provou, saiu falando que é o melhor bolo que já comeram! Então, já dá para imaginar, né?!

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Eu não faço muitos bolos do tipo recheados, cobertos, confeitados, etc… Não é muito a minha praia. Faço mais aqueles caseiros e típicos “bolos de vó” para tomar com cafezinho, sabe? (Inclusive, tem várias receitas desses bolos aqui no blog). Mas, sempre que precisar fazer para um aniversário ou uma ocasião especial, sei que tenho essa receita que dá super certo e fica delicioso!

Essa receita maravilhosa eu peguei com a minha amiga (quase irmã!!!) Camila Tavares, que tirou essa receita diretamente do caderninho de receitas da mãe dela, a Marlene! Sou suspeita para falar, mas tudo que eu já provei feito pela mãe dela foi de arrancar suspiros…. tudo muito gostoso e bem feito. Então, quando ela me mandou essa receita eu fiquei super otimista!!! E o resultado foi melhor do que eu esperava. Esse bolo é super gostoso, e com recheio ou não, com cobertura ou não é delicioso! Obrigada Mila! Obrigada tia Marlene!!! Me mandem mais receitas hehehe!!! 🙂

Aproveitei que uma outra amiga querida (quase irmã também!!!), Luíza Gerken, que é apaixonada por bolo de chocolate, viria aqui em casa e fiz essa receita deliciosa (lully ama ser minha cobaia provando as receitas, né?! rsrs) e todos amamos!!! 🙂

Olha as duas amigas aí na foto!!! (Amo muito!)

Ju, mila e lu

Minhas amigas! Damas lindas no meu casamento! Na foto: Luíza, eu e Mila

Vamos a receita:

BOLO PRESTÍGIO

MASSA

*Bata bem no liquidificador:

– 3 ovos grandes (ou 4 pequenos)

– 1 xícara de óleo

– 1 xícara de água filtrada

– 1 xícara de açúcar cristal

– 1 pitada de sal

– 1 xícara de chocolate em pó (não é achocolatado, ok?!)

*Em uma vasilha a parte:

– Peneirar 2 xícaras de farinha de trigo

– 1 colher de sopa de fermento em pó

*Misture o conteúdo do liquidificador com a farinha e o fermento até ficar uma mistura homogênea.

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*Unte uma forma redonda de mais ou menos 30cm com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Despeje a massa e leve ao forno pré aquecido a 180 graus por cerca de 30 minutos (depende de cada forno). Se precisar, faça o teste do palito para saber se a massa já está assada – é só fincar um palito no centro do bolo e se este sair limpo está pronto.

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RECHEIO:

– 2 cocos secos ralados (Faça com côco fresco e não aqueles de saquinho! O grande diferencial deste bolo é usar ele fresco! O sabor é incomparável!)

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– 2 latas de leite condensado

– 1/2 caixinha de creme de leite

* Reserve um pouco do côco ralado, caso queira usar para decorar.

** Leve ao fogo baixo o côco e o leite condensado até que essa mistura comece a ferver por igual. Não deixe engrossar! Acrescente o creme de leite e espere ferver mais uma vez. Desligue o fogo e reserve.

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COBERTURA:

Você pode cobrir o bolo com ganache ou outra cobertura de sua preferência, mas optei por cobrir o meu com brigadeiro e achei que a combinação final ficou perfeita!

– 2 latas de leite condensado

– 2 colheres de sopa de manteiga (não é margarina!)

– 4 colheres de sopa de chocolate em pó (não é achocolatado, ok?)

* Misture tudo e leve ao fogo baixo, mexendo sem parar, até que comece  a desprender do fundo da panela. Não deixe muito tempo porque queremos um brigadeiro em um ponto mais mole para cobrir o bolo. Deixe esfriar.

MONTAGEM:

Após esfriar o bolo, com cuidado, corte-o ao meio e espalhe o recheio em quantidades generosas (use todo o recheio) – Ele vai penetrar no bolo e deixá-lo ainda mais molhadinho! A massa é tão fofinha que comigo ela quebrou quando fui cortar ao meio, mas não tem problema, é só juntar o pedaço que quebrou que depois a cobertura esconde.

Após rechear, use o brigadeiro para cobrir o bolo, com cuidado. Cubra inclusive as laterais.

Decore como você quiser. Eu fui alternando granulado e o côco fresco que deixei reservado e ficou lindo!

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Só digo uma coisa: não deixem de fazer essa delícia!!!

*Atualizaçao: Olá pessoal! Passando para compartilhar como ficou lindo o bolo de prestigio que fiz para o aniversário quando meu filho mais velho fez 3 aninhos! Lindinho neh? Usei M&m’s colorido e ficou super legal!                            


Abraços!

JU

Receita de Cheesecake Tradicional (New York City Style)

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A primeira vez que provei uma cheesecake foi numa viagem que fiz com a minha mãe para New York. Eu fiquei tão apaixonada pelo sabor e suavidade dessa torta que ela se tornou uma das minhas sobremesas favoritas!!! Confesso que já provei algumas cheesecakes que deixaram MUITO a desejar e não me remeteu nem um pouquinho á memória daquela famosa que eu havia provado nos EUA. Aliás, depois de um tempo, descobri que aquela famosa confeitaria de NYC havia ganhado o prémio de melhor cheesecake do mundo! UAU!

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Cheesecake que provei lá em New York!

Garanto que essa receita que compartilho hoje com vocês, chega bem perto da que eu provei lá. Existem muita variações de sabores e ingredientes que pode-se fazer ao preparar uma cheesecake. Eu prefiro a tradicional, coberta com geléia de frutas vermelhas, mas pode-se usar qualquer tipo de geléia que você quiser ou até mesmo abrasileirar a receita usando goiabada para cobrir, o que aliás é uma super combinação…Romeu e Julieta… Queijo com goiabada…. Bemmm mineiro rsrs!

Então, use a cobertura que preferir. A base da torta também tem suas variações. Há quem misture, além do biscoito e da manteiga, alguma castanha, canela, enfim…. Vou ensinar a basicona mesmo, porque prefiro que o sabor do recheio apareça mais, então faço a base só com biscoito mesmo.

Sobremesa tranquila de fazer… Mais simples do que você imagina. Vou dar todas as dicas para sair perfeita! 😉

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Cheesecake Tradicional (NYC Style)

Fonte: Adaptada do site “I could kill for dessert” e da “Philadelphia”

Obs.: AQUI ESTÁ A RECEITA PARA VOCÊ FAZER UMA CHEESECAKE BEM ALTA COMO AQUELA DA FOTO DE NEW YORK. MAS DÁ PARA FAZER MEIA RECEITA QUE FICA MUITO BOM TAMBÉM. Essas fotos minhas são com meia receita!

PARA A BASE:

  • 200 gramas de BISCOITO MAISENA ou aquela de LEITE (eu prefiro a de leite porque foi a única que encontrei que não é transgênica)
  • 150 gramas de MANTEIGA SEM SAL DERRETIDA
  • 1 colher de chá de canela (opcional – eu não usei)

PARA A MASSA:

  • 1 kg e 200 gramas de CREAM CHEESE (4 potes daqueles grandes – uso marca Philladelphia) Repetindo: se quiser faça meia receita, ok? eu fiz meia receita!
  • 2 xícaras de AÇÚCAR REFINADO
  • 2 colheres de sopa de FARINHA DE TRIGO
  • 1 colheres de sopa de EXTRATO DE BAUNILHA (prefiro usar menos extrato, para não roubar o sabor do ‘queijo’)
  • 6 OVOS

CALDA:

300 gramas de geléia de sua preferência. Recomendo a de frutas vermelhas, de preferência caseira ou alguma que não seja doce demais. Decore com algumas frutinhas ou use apenas a calda mesmo. Se quiser fazer o efeito ‘Romeu e Julieta’ use geléia de goiaba e use uns cubinhos de goiabada para decorar.

FAZENDO A BASE:

  1. No processador, bata o biscoito até virar uma farofa.
  2. Junte a manteiga e bata até que tudo se misture bem.
  3. Jogue toda a mistura em uma forma de 21 cm com 6 cm de altura e fundo falso (aquelas fôrmas de fundo removível sabe?), forme toda a base do cheesecake apertando bem e subindo com a massa pela lateral da forma também. Dessa maneira você terá um aspecto rústico e super bonito.
  4. Assim que estiver pronto, leve para assar a 180oC por aproximadamente 10 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.

FAZENDO A MASSA:

  1. Com todos os ingredientes em temperatura ambiente, comece a misturar o cream cheese, com o açúcar, a farinha e o extrato de baunilha. Misture tudo muito bem e acrescente os ovos um a um. Não bata muito para não aerar a massa. Quando tudo estiver homogêneo está pronto.
  2. Jogue a massa por cima da base (que já foi assada no forno e já esfriou TOTALMENTE), forre a assadeira com papel alumínio para que a água do banho maria não penetre na massa e leve para assar em forno pré-aquecido a 180oC em banho-maria por cerca de 2 horas e meia.
  3. Desligue o forno e deixe o cheesecake esfriar dentro dele. A hora de desligar (o ponto da cheesecake) é quando as bordas estão firminhas e, ao chacoalhar levemente a forma, o centro dança como se fosse uma gelatina.
  4. Quando esfriar leve para a geladeira (só depois de fria, leve para a geladeira para gelar) e deixe gelar por pelo menos 4 horas.

MONTANDO:

  1. Retire o cheesecake da forma, cubra com a geleia e decore com frutas ou deixe só com a calda mesmo.

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Dicas para uma cheesecake perfeita

(texto extraído do “ICKFD” e do “Bolsa de Mulher”)

  • Parece óbvio, mas é importante lembrar que a qualidade dos ingredientes usados na receita vão interferir diretamente no resultado do doce. Por isso, é importante investir em produtos bons – nem que você precise gastar um pouquinho mais para isso.
  • Um dos maiores segredos da cheesecake perfeita é não bater demais. Isso porque o ar é um dos grandes inimigos da receita. O único momento do preparo em que se pode bater bastante os ingredientes é quando estiver juntando o cream cheese e os ovos. Para os demais passos, bata apenas o necessário para evitar muito ar na mistura.
  • É essencial que a massa esteja realmente homogênea. Para garantir esse resultado, é preciso abandonar a batedeira em alguns momentos e raspar com uma espátula as laterais da tigela para incorporar bem todos os ingredientes.
  • A temperatura dos alimentos é outra chave para a sobremesa dar certo. Para a cheesecake ficar com a textura perfeita todos os ingredientes devem estar em temperatura ambiente. Para isso, deixe-os fora da geladeira por cerca de 1 hora antes de começar a preparar.
  • Assar a cheesecake em banho-maria faz toda a diferença, mas lembre-se de forrar o lado de fora da assadeira com papel alumínio para que a água não penetre a massa.
  • Enquanto a cheesecake estiver assando, NÃO abra o forno.
  • Depois de assada, mantenha a torta fora do forno por pelo menos 1 hora antes de levar para a geladeira. A dica é mantê-la sobre uma grade, pois assim ela resfria por inteiro e não corre o risco de rachar.
  • Você pode congelá-la, também. Cheesecakes duram até 2 meses no freezer! Para servir, basta deixá-la uma noite descongelando na geladeira e depois aguardar para que atinja a temperatura ambiente.

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Curtiu?! Muito gostosa essa sobremesa! Faça porque vale a pena!!!

Abraços!

Juliana

Molho de tomate turbinado

Molho de Tomate Turbinado (feito com beterraba, cenoura e tomate!)

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Passeando pelos blogs que costumo visitar, vi a super mãe, Thais Ventura, postar a receita desse molho de tomate riquíssimo em nutrientes e fiquei super empolgada para fazer. Qual criança (e adulto!) não é fã de macarrão, não é mesmo?

Acabei testando essa receita em uma daquelas fases que a criança teima em não comer, sabe? Meus dois filhos comem super bem, mas tem fases que eles, principalmente Samuel, não se interessa tanto pelas cores no prato e fica me pedindo para fazer macarrão para ele. Ok. Façamos macarrão… E, porque não um macarrão super nutritivo?! Todos ficam felizes hehehe… e bem nutridos!

O sabor deste molho é incrível!!! A cor é vibrante! E eu que não gosto de beterraba nem perceberia que tem beterraba no molho 😉

Certeza que vocês vão amar também!

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Molho de Tomate Turbinado

Fonte: As Delícias do Dudu

Ingredientes

7 tomates
1 beterraba pequena
1 cenoura pequena
1 xicara de água
Cebola e alho para refogar o molho
Sal a gosto
Folhinhas de manjericão

Modo de preparo

Higienizar os tomates e se preferir aquele molho mais lisinho, retire a casca. Uma das maneiras de tirar a casca é fazer um corte em X na base dos tomates, cobrir com agua e cozinhar até a casca soltar (é pouco tempo cozinhando viu? Fique observando… assim que começar a soltar a casca desligue e retire-os do fogo).

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Bata no liqüidificador a beterraba, a cenoura (lavadas e picadas) e o tomate sem a casca, com um pouco da água que você usou para cozinhar o tomate (cerca de 1 xícara de água).

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 Refogue a cebola ralada ou bem picadinha com um pouco de tempero de alho e sal e quando dourar coloque o molho do liqüidificador. Deixe ferver e dar uma engrossada. Acerte o sal e acrescente folhinhas de manjericão no final do cozimento.

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Pronto! Use-o como preferir. Na macarronada, no strogonoff, etc…

Nesse dia, eu cozinhei macarrão de letrinhas pro Samuel e pro Isaque, misturei um pouco de frango desfiadinho que eu já tinha feito a parte e eles amaram!

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BOM APETITE!

Abraços!

Juliana

Papinha/Compota de Manga, Pêra e Erva doce – Sem Açucar!

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Essa receitinha é deliciosa!!! Eu chamo de papinha, porque meus filhos amam desde novinhos, mas ela também pode ser chamada de “compota” ou doce… Crianças de 0 a 100 anos amam! hehehe! E, o melhor… É SEM AÇUCAR!!! E, quando você provar, você vai até assustar, porque fica tão docinha, que parece ter colocado açúcar, mas é só o açucar da fruta mesmo!

É uma ótima maneira de aproveitar aquela manga e pêra que amadureceram demais.

Meus meninos já comem fruta inteira, mas amam tanto essa papinha que continuo fazendo até hoje! hehehe

Papinha/Compota de Manga, Pêra e Erva doce

Fonte: “As delícias do Dudu”

Ingredientes

1 manga – de preferência Palmer pois não tem ‘fiapos’

1 Pêra

1 colher de chá rasa de erva doce (você pode abrir aquele pacotinho de chá de erva doce e colocar nessa receita)

Um pouco de água filtrada. Não coloque muito senão fica aguado e a consistência não fica legal! Sugiro colocar umas 2 colheres de sopa de água e ir verificando se precisa colocar mais. Normalmente a manga já solta muita água, então vá observando.

Modo de Fazer

Picar as frutas em cubinhos. Levar tudo (frutas+ erva doce+ pouquinho de água) ao fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as frutas se desmancharem. Se quiser pode adicionar mais água.

Tirar do fogo e servir, quente como papinha ou deixar no congelador e servir gelado como sorvetinho.

Se seu bebê não come pedaços, pode amassar os pedacinhos que sobraram com uma garfo ou até mesmo passar no processador.

Nessa preparação da foto eu já fiz bastante para poder congelar! Usei 4 pêras pequenas e 2 mangas palmer

Nessa preparação da foto eu já fiz bastante para poder congelar! Usei 4 pêras pequenas e 2 mangas palmer

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Adicionando a erva doce

DICA DA JU

– CONGELE! CONGELE! CONGELE! Essa papinha/compota eu faço e aproveito para CONGELAR! Isso facilita demais a vida, viu?

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– Que tal fazer essa compota e servir com iogurte? Colocar em taças alternando as camadas e finalizando com castanhas trituradas! Show!

– Já fiz mingau de aveia também! É só levar ao fogo um pouco de leite e aveia (nada de açúcar) e depois de engrossada é só misturar um pouco dessa compota! Delícia!

Não deixe de experimentar!

Abraços

JU

Relato de Parto Humanizado do ponto de vista do marido

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Parto Humanizado – A visão de um Marido.

Tudo começou no primeiro filho, de repente eu vi minha esposa voltando a “faculdade”. Pesquisas na internet, leitura, livros, blogs e cada dia mais e mais informações sobre parto. O que eu entendia de parto? Nada, para mim era algo simples.

Quando engravidamos do nosso primeiro filho, ele ficou assentado (pélvico) na barriga e, por isso, toda aquela expectativa de ter um parto normal se foi. Era nítida a tristeza da minha esposa por ter que passar por uma cesárea. Ela estava aflita, ficou dopada com os remédios para a dor, não pode tocar no seu filho porque suas mãos estavam presas. Eu cheguei na sala da cirurgia já com o processo cirúrgico iniciado, vi tudo de longe, e o que consegui, foram algumas fotos do primeiro filho.

Confesso que isso não me abalou, eu tinha como prioridade ver a saúde do filho e da minha esposa. Talvez se não houvesse esse tipo de parto (cesariana), minha esposa poderia ter complicações tanto para ela quanto para o bebê. Passamos por uma cesariana necessária, não tínhamos muita opção e não queríamos arriscar um parto normal com bebê pélvico, que apesar de ser possível, envolve alguns riscos que a gente não quis correr. Enfim, após a cesárea, ficamos no hospital e após 3 dias estávamos voltando para casa e a alegria estava completa.

Passados 2 anos, recebi a notícia da segunda gravidez. E, com tantos planos para que este nascesse de parto humanizado, à ideia dela não havia saído da cabeça, pelo contrário, já havia uma equipe escolhida para fazer deste objetivo uma realidade.

No decorrer da gestação tudo apontava que seria possível seguir com esse sonho, eu como marido apoiei a decisão dela. Faltando cerca de 2 meses para o nascimento, minha esposa foi para BH, sua cidade natal, para terminar os exames. A equipe era de lá e sua família estava lá, o suporte da mãe dela também era muito importante.

Iniciei, então, a empreitada de reformar a casa, todos haviam saído e eu teria a chance de melhorar algumas coisas em casa sem a preocupação de sujeira e poeira.

Então num domingo, dormindo em meio à bagunça da reforma, minha esposa me liga e eu desconfiado atendo:

– Ju, tudo bem?

– sim, minha bolsa estourou…

– E agora, o que vamos fazer?

– Venha para BH, porque estou indo para o hospital agora!

Saí procurando passagens de avião, ligando para meu cunhado… Tudo isso ás 06:30 da manhã! Consegui estar em BH, no hospital, as 10:45 da manhã!

Ao ver minha esposa, trocada, com a equipe na suíte de parto, vindo em minha direção para me abraçar foi emocionante, estávamos a poucos momentos de viver aquela experiência. Eu torcia muito para que acontecesse, queria que ela vivesse isso e sabia que precisaria ser o lado da razão para acalmá-la e ajudá-la a fazer as melhores escolhas ao longo de todo caminho até a chegada de nosso segundo filho.

As contrações não vieram como imaginávamos, o tempo foi passando e, após o jantar, nos reunimos com a médica e ela explicou sobre alguns riscos que correríamos se passasse de 24 horas. Decidimos continuar o planejado. Pedimos para a equipe ir descansar e ficamos sozinhos durante a noite, aonde minha esposa teve mais liberdade e ficou mais a vontade. Foi quando começamos a viver as primeiras contrações. Naquela altura achávamos que era a contração da chegada do nosso filho, comecei a presenciar a dor chegando ao corpo dela, o quanto ela tremia a cada 5 minutos e baixando para 3 minutos, durando umas 2 horas. Fiquei preocupado e chamei a médica.  Ela chegou e foi acompanhando o estado do bebê e da minha esposa e tudo estava bem. Mas, as contrações foram diminuindo até parar, tínhamos quase virado 24 horas acordados, resolvemos dormir. Mas eu dormi muito mais fácil do que ela…

Acordei depois de umas 2 ou 3 horas, com a equipe no quarto. As contrações estavam voltando. A médica informou que a dilatação havia aumentado e isso nos trouxe grande alegria. Mas aí iniciou o período mais crítico, as dores haviam aumentado consideravelmente! Pela fisionomia da minha esposa, estava claro que era uma dor gigantesca e isso foi até umas 11 horas da manhã quando a médica analisou novamente a dilatação e nos informou, dizendo:

– Tenho duas noticias para vocês, uma boa e uma ruim. A boa é que sua esposa já está com 7 cm de dilatação, a ruim é que agora a dor vai começar.

Nos emocionamos de alegria, porém, ela estava certa da dor, elas aumentaram… E muito! A pressão que eu tinha em minha mão a cada contração que chegava, me dava um relance do que se passava naquele corpo.

Ela teve toda a liberdade de encontrar uma posição que a deixasse mais confortável, estávamos perto de 30 horas de trabalho de parto, ela já estava cansada, com muitas dores e ficar na banheira com água quente, ajudou a relaxar diante de todo aquele cenário.

Num dado momento, observando o corpo da minha esposa, começamos a ver a chegada do nosso filho. Em nenhum momento me senti assustado com os gemidos dela, com a dor dela, eu precisava primeiro garantir que tudo que ela havia planejado acontecesse. Tinha que estar ali apoiando-a mesmo que ela pedisse o contrário, quando a dor estivesse a vencendo momentaneamente.

Eu entrei na banheira e fiquei sentado atrás dela, enquanto colocávamos o banco de parto para ela se sentar, e isso ajudou bastante. Havia um espelho para acompanhar o progresso da vinda do nosso filho. A luta foi grande, meus braços já estavam doendo de tantos apertos que havia recebidos das contrações por ela recebidas, mas não era nada comparado ao que ela estava vivendo. Sussurrava no ouvido dela, palavras de ânimo para ter forças e coragem para ir à próxima onda da contração.

A tensão no quarto aumenta quando vimos nosso filho coroando, e estava cada vez mais perto o nascimento dele e ela, minha esposa, cada vez mais cansada. Ela buscou seu melhor naquela hora e vimos então se concretizar um sonho realizado, chegou em nossos braços nosso segundo filho!

Ela não tinha forças para segurá-lo, então eu coloquei meus braços por baixo dos dela e o coloquei em contato com o corpo dela e o protegemos com um pano. Ele chorou muito pouco, abriu seus olhos e  fixou em nós e nós nele. São segundos que duram eternidades. Minha esposa cantava a Deus e a ele, ali nos nossos braços, e a alegria e a gratidão enchiam aquele quarto.

Ficamos com ele nos braços até acharmos necessário ficar, o cordão umbilical havia parado de pulsar e decidimos cortá-lo, tive o privilégio de fazê-lo.

Dia 14/04/2014 as 13:57 ficou gravado pra sempre na minha memória.

Em 24 horas, estávamos saindo do hospital, com minha esposa já andando e recuperada, prontos para iniciar a vida em família com 2 meninos.

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CONCLUSÃO

Para mim essa experiência foi a mais bela e a mais chocante que eu já vivi. A beleza de nos ver agindo junto com a natureza, se permitir ser mais intuitivo, acho que cabe aqui um termo, mais “animal” é muito belo.

A admiração que se criou em mim, pela minha esposa aumentou exponencialmente! Claro que já a admirava, mas diante de toda aquela coragem, aquela vontade, acredito que não existe impossível para ela! Isso trouxe um elo muito forte para nós como casal.

Ver o sonho dela realizado me fez sentir muito feliz. Eu como homem poderia pensar diferente, querer mudar alguma coisa, mas o que mais quis, foi ver que ela pode viver intensamente o que é ser mulher, como ela mesma fala.

Se viveria isso novamente? Claro que sim! Agora com muito mais experiência e tranquilidade, claro que a apoiaria… Esse sempre será meu objetivo para com ela.

Vi diferença entre os 2 no nascimento? Existem muitas teorias, depois de meses de nascimento dele, não saberia dizer o que é dele ou o que é do beneficio que ele ganhou por esse parto. O que sei dizer é que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para que ele chegasse com o menor impacto possível e da forma mais humana e amável que temos conhecimento na atualidade, talvez o impacto disso veja daqui 10 ou 20 anos.

Meu conselho para os esposos? Apoiar a minha esposa foi importante para mim. Eu tenho como consciência de que ela viva comigo as melhores e as maiores experiências que a vida pode nos dar. Diante disso, claro que eu apoiei e em todo instante estava lá ouvindo, opinando e auxiliando na condução desse caminho que escolhemos para a chegada do nosso segundo filho.

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Agora, vem a parte mais desafiante! Guiá-los na jornada da vida.

Abraço a todos,

Rodrigo Sena Sene – Marido da Juliana e Pai do Samuel e do Isaque

Relato de Parto Natural Humanizado – O Nascimento do Isaque – Parte 2

Antes de ler esse post CLIQUE AQUI para ler a PARTE 1 deste Relato de Parto!

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O PARTO

nascimento-37E amanheceu…

…E, junto com a manhã, veio também a esperança e a paz dentro do meu coração. Mesmo tendo cochilado muito pouco (diferente do marido que apagou e dormiu igual pedra), tentei ficar deitada na cama daquela suíte de parto. Poupar energia e descansar o máximo seria importante seja qual fosse o desfecho daquele dia, afinal de contas mesmo se acabasse numa cesariana, eu teria muito o que cuidar do meu novo bebezinho! 🙂

Por volta das 9 da manhã a Dra. Quésia me examinou e a dilatação não havia progredido. Ela então sentou ao meu lado e me explicou, delicadamente, que devido à bolsa rota há mais de 20 horas, havia risco de infecção para mim e para o bebê. Como a cesariana era a opção que eu menos queria, decidimos então pela indução do parto com ocitocina, e perto das 10:00 foi colocado o acesso na minha veia.

“A função da ocitocina no parto é promover as contrações uterinas, de forma ritmada, até que o bebê nasça. Quando a mulher entra em trabalho de parto naturalmente, a ocitocina produzida pelo próprio corpo encarrega-se deste trabalho. Quando o trabalho de parto está muito demorado, ou não ocorre espontaneamente, e precisa ser induzido, os médicos podem injetar a ocitocina sintética na corrente sanguínea da mulher para acelerá-lo.”

Fonte: Tua Saúde

Eu me lembro dela explicar que essa dosagem de ocitocina, para mim, teria que ser bem baixa, tipo um “cheirinho” de ocitocina mesmo, pelo fato de eu já ter uma cesárea prévia. Tudo teria que ser feito com muito cuidado e acompanhamento. Poucos minutos após o início do soro, as contrações já começaram a se fortalecer – a Dra. Quésia até brincou dizendo que foi psicológico. Tomei pouca ocitocina (pelo menos eu acho), mas pra falar a verdade eu não aceito muito bem isso até hoje. Eu queria mesmo um parto totalmente natural, mas tinha consciência que ás vezes as coisas podem não sair como esperamos. O que me confortou nesse sentido é que foi mesmo apenas um cheirinho que tomei… algumas gotinhas apenas para engatar o trabalho de parto, até porque, como expliquei antes não poderia tomar uma dosagem “normal” pela cesárea prévia.

Mas enfim… aí as contrações começaram, não muito fortes, mas mais recorrentes.

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Algum tempo se passou e ela me examinou novamente para ver como estava a dilatação. E está ai um dos momentos mais LOUCOS que eu tive naquele dia! Ela me examinou, olhou para mim e me disse EXATAMENTE assim: “Eu tenho duas notícias para te dar: uma boa e uma ruim”. Affff!!! Na mesma hora eu pensei: Pronto… cesárea aqui vou eu 😦

Ela, percebendo minha tristeza instantânea, já tratou logo de dizer: “A boa é que você está com 7 cm de dilatação e a ruim é que, agora, de 7 a 10 cm de dilatação é onde você vai sentir mais dor!!!!”. Uau!!! Gente, é até engraçado! Foi ela dizer isso que eu já me levantei com a maior dor do mundo e com o trabalho de parto a TODO VAPOR!!! Assim, de uma hora pra outra, começou a doer absurdamente! Para vocês verem como o psicológico influencia nesse momento!

7 cm de dilatação

7 cm de dilatação!!!

Com tanta dor, minha doula sugeriu que eu me assentasse na bola e depois me levou para o banheiro onde fiquei na bola embaixo do chuveiro. Já tinha perdido a noção do espaço, do tempo, de tudo… Eu estava na famosa “PARTOLÂNDIA”.

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Tudo estava evoluindo de uma forma tão rápida, mas tão rápida, que eu só me lembro da equipe enchendo a banheira da suíte com água quente. Parece que deu um problema lá e a água não saia quente de jeito nenhum, então eu só via minha mãe, a doula e quem podia ajudar enchendo baldes e mais baldes do chuveiro e até do quarto vizinho para jogar na banheira! Contratamos uma fotógrafa maravilhosa, a Paula Beltrão, que discretamente registrava cada momento e eu soube que até ela ajudou a encher a banheira no dia ahaha (obrigada Paula querida!).

Um pouco depois me ajudaram a caminhar até a banheira, que já estava cheia de água morna. As contrações vinham como que me rasgando por dentro e eu só conseguia chorar e gemer de dor.

Sinceramente, eu nem senti alivio da dor quando entrei na banheira, porque as contrações já estavam intensas demais! Meu marido, minha mãe, a Bel e a Dra. Quésia ficaram na borda da banheira me acalmando, me dando água para beber, colocando paninhos na minha testa e jogando água morna em alguns pontos do meu corpo.

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Eu fiquei deitada na banheira de barriga pra cima e meu corpo estremecia inteiro! Tentaram me ajudar a mudar de posição e a ficar de cócoras ali na banheira mesmo, mas nessa hora não consegui nem me mover. A Dra. Quésia monitorava o batimento cardíaco do bebê o tempo todo para garantir que ele estava bem.

Eu, no auge da dor, e com uma voz bem fraca dizia o tempo todo “Deus me ajuda!”. Lembro de perguntar para a Dra. Quésia o tempo todo se ainda ia demorar muito.

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Lembro também de implorar por anestesia kkkk mas eu já tinha colocado no meu plano de parto e avisado meu marido e minha mãe que isso poderia acontecer e eles já estavam orientados a me dar o máximo de força para não desistir, mesmo se eu pedisse! Eles obedeceram e não me arrependo disso! Eu me lembro, inclusive, de falar para eles que eu estava voltando atrás com a minha palavra e que não precisavam mais me incentivar, porque eu queria mesmo a anestesia! Eu só fui desistir dela quando a Dra. Quésia me disse que, para tomar anestesia, eu teria que sair da banheira e ir até o bloco cirúrgico … E eu pensei “não consigo nem pegar um copo de água direito nas mãos, quanto mais sair da banheira e caminhar até o local da anestesia!”. Eu estava desesperada. E sim! acreditem! Pedi até para ir para a cesariana kkkk

Eu só queria que toda aquela dor acabasse! A sensação era de que eu ia morrer. Mal sabia eu que a coisa ainda ia piorar … Eu ainda teria longas horas na fase do expulsivo.

E o Rodrigo o TEMPO TODO comigo! Segurando a minha mão, fazendo carinho e me dando todo apoio possível e inimaginável! Eu não queria ficar longe dele! Como foi bom e de extrema importância tê-lo ali pertinho! Tadinho! Eu apertei muito as mãos e os braços dele kkkk! Era muita dor que estava sentindo!

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Num dado momento, ouvi minha mãe, meu marido e minha obstetra na borda da banheira, vibrarem ao ver a cabeça do bebê começando a coroar! Eu percebi a Dra Quésia correndo e colocando uma outra vestimenta, uma touca toda florida e umas luvas também.

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Nessa altura do campeonato eu já estava totalmente cansada, pois não havia dormido nada e havia tido um pré parto bem cansativo, principalmente por causa de toda aquela pressão psicológica que estava dentro de mim.

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O bebê coroava e voltava. Eu sentia que não conseguiria finalizar aquilo. Eu estava tão desesperada para aquilo acabar e ele nascer logo que eu fazia força mesmo quando estava sem contração. Eu já havia meio que perdido o sentido do corpo e me sentia muito muito MUITO fraca! Foi nesse momento que eles me falaram para tocar a cabecinha do bebê, eu toquei, mas não quis mais tocar porque percebia que ainda tinha muito para sair e que estava apenas no começo e aquilo me deseperava! TINHA QUE SAIR LOGO!

Sabendo do meu desejo do parto natural, minha mãe, o Rodrigo e Dra. Quésia continuavam a me incentivar com todas as forças!

A presença da minha mãe fez toda diferença para mim

A presença da minha mãe fez toda diferença para mim

A Dra. sugeriu que eu ficasse em uma posição onde a gravidade ajudaria o bebê a nascer e eu estava quase desfalecendo… Eu estava tão fraca que não conseguia nem me mudar de posição. Eles colocaram o banquinho de parto dentro da banheira e nesse momento tirei força de onde não tinha para me assentar nele. Sentei lá, com meu marido me apoiando e abraçando atrás. Tentaram me fazer ver tudo através do espelhinho mas não conseguia querer fazer nada que não fosse expulsar o bebê dali e trazê-lo para os meus braços.  Interessante como nesse momento do expulsivo, as mulheres relatam soltar uns gemidos meio “primitivos” e esse era o som que eu fazia… No meu caso, os sons saiam bem baixos… eu estava quase desmaiando. O tempo inteiro minha doula soprava em meus ouvidos para não me esquecer de respirar direito, pegando o ar pelo nariz e soltando pela boca para que eu não ficasse sem fôlego e isso me ajudou MUITO! Não fazia idéia do tanto que a respiração correta era importante naquele momento.

Eu fazia força desesperadamente e toda hora que eu pudesse… Em uma dessas, eu senti a cabeça saindo e numa contração seguinte o corpinho também. Senti muito o tal círculo de fogo e toda a queimação que falam, mas o que mais senti mesmo foi um grande alívio! Era muito bom!! Assim que nasceu a Dra Quésia o pegou e o colocou imediatamente nos meus braços e neste momento eu não tive nem forças para carregá-lo. Eu estava mesmo muito fraca! Imediatamente o Rodrigo colocou seus braços por baixo dos meus, como que me ajudando, e eu pude segurar meu bebê no colo. Momento para nunca mais esquecer. Seu corpo no meu, cheio de vérnix! 

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Minha mãe dizia o tempo todo: Ju, vc conseguiu, minha guerreira! E eu a via chorar e também meu marido se emocionar! Nossa! É um misto de emoções!

Muita emoção

Muita emoção

Olhei para aquela cena toda, vi meu filho em meus braços e TODO CANSAÇO FOI EMBORA! TODA DOR ACABOU! Tudo que eu sentia era AMOR! PURO AMOR! EMOÇÃO! PURA EMOÇÃO. E ficamos ali, nós três, por alguns minutos nos olhando, nos curtindo. Esperei tanto para ver aquele rostinho! Nesse momento o tempo parou! Divino! Família é algo divino demais!

De repente, com o coração cheio de gratidão a Deus, meus lábios se abriram e comecei a cantar! Cantei o trecho de duas canções. A primeira foi a música “Tenho um perfume” (Clique ao lado para ouvi-la inteira), que tive o prazer de gravar no CD do Clamor Pelas Nações. Ela diz: “Tenho um perfume que é só para ti é meu desejo minha adoração. Eu não posso mais resistir esse amor, que está dentro do meu coração. Recebe minha adoração!” e a outra, foi aquela musica antiga do Asaph Borba, que diz: “Minh’lma engrandece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Pois com poder tens feito grandes coisas e com misericórdia demonstrado amor”.

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Eram 13:57 da tarde. Cerca de 30 horas depois que a minha bolsa rompeu eu estava com meu bebezinho ali no colo, adorando ao Deus da minha vida, abraçada pelo homem que eu amo e com o tão desejado sonho realizado! Eu estava feliz! MUITO FELIZ! Pude experimentar aquela enxurrada de hormônios do amor que eu tanto lia nos relatos de parto! Inenarrável.

Ali mesmo na banheira eu pude amamentar o Isaque em sua primeira hora de vida e o papai babão cortou o cordão umbilical só após ele parar de pulsar.

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Papai cortando o cordão umbilical

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Após todo esse momento mágico, sai da banheira e fui me deitar na cama, o tempo todo com o Isaque no colo, e percebi que eu estava bastante dolorida. Amamentei mais um pouco e depois eu mesma pedi para pegarem o Isaque. Eles o pegaram, o pesaram, vestiram e depois o colocaram no berço aquecido. Tudo isso foi feito na suíte de parto e em nenhum momento ele saiu de perto de mim.

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Eu continuei na cama para que a Dra. Quésia me examinasse. Doeu um pouco pra placenta sair e continuei bem dolorida alguns minutos depois. Tanto que fiquei até bem nervosa e não queria que ninguém colocasse a mão em mim. Eu já havia sentido tanta dor que eu não queria mais nada que doesse! A Dra. me examinou e, depois de tudo, eu só queria era comer! Estava faminta! Tive uma vontade enorme de comer aquela promoção do Cheddar McMelt do Mc Donalds kkkk O marido foi lá buscar pra mim e me acabei. kkk Recarregadas as energias, eu já me levantei e tomei banho sozinha. Viva o Parto Normal! Quando fiz cesárea o primeiro banho foi sofrido!!!!

Muita fome!!!

Muita fome!!!

Hoje, depois de tudo que se passou naquele dia, eu te digo que faria tudo de novo! Mesmo com toda dor, com toda demora e tudo mais, tudo isso fica pequeno diante da experiência maravilhosa que é a de trazer um filho ao mundo! Empoderar-se e superar limites! É um verdadeiro RENASCIMENTO para a mulher! 

O ambiente estava carregado com a presença de Deus. Fico imaginando como fica o coração de Deus ao ver um filho vir ao mundo… Um filhinho que Ele mesmo desenhou com Suas próprias mãos e que tão perfeitamente formou no ventre da mãe!

Olha que lindo que está escrito na Bíblia:

“Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Graças te dou pela maneira extraordinária como fui criado! Pois tu és tremendo e maravilhoso! Sim, minha alma o sabe muito bem. Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!” – Salmos 139: 13 a 17 

“Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei…”- Jeremias 1:5a

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João 16:21 – “A mulher que está dando à luz sofre dores e tem medo, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela já não mais se lembra da angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo seu filho.”

O meu agradecimento a Deus, a essa equipe maravilhosa do Instituto Nascer (Dr. Hemmerson, Dra. Quésia, Karine, Bel, Sabrina Baracho, etc…), a minha mãe e ao meu esposo por vivenciarem esse momento incrível junto comigo! E, claro, ao meu menino sorriso, Isaque, porque juntos, protagonizamos esse capítulo de nossas histórias, de forma tão rica e intensa!

Os anjos do Instituto Nascer! Dr. Hemmerson, Bel Cristina e Dra. Quésia

Os anjos do Instituto Nascer! Dr. Hemmerson, Bel Cristina e Dra. Quésia

Dra. Quésia, minha mãe e a Bel

Dra. Quésia, minha mãe e a Bel

Bom, pessoal, essa foi a MINHA experiência! Cada parto é de um jeito. Cada mulher é de um jeito. Deus escreve a história de cada um de maneiras diferentes, mas igualmente especiais!

Espero que tenham gostado. Ficou meio longo, mas não podia deixar nenhum detalhe passar batido! 🙂

Para finalizar, deixo com vocês um link de uma reportagem da TV GLOBO MINAS, onde fui convidada para dar um breve depoimento sobre cesárea x parto normal. Não deixe de ver:

http://globotv.globo.com/rede-globo/mgtv-1a-edicao/v/media-de-bebes-nascidos-por-cesariana-em-bh-esta-acima-da-indicada-pela-oms/3302331/

“Dizem que o nascer afeta a vida das crianças pra sempre. Eu não sei. Só sei que a minha vida, afetou pra sempre.” Carol Darci

Relato de Parto Natural Humanizado – O Nascimento do Isaque – Parte 1

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Olá pessoal! Finalmente consegui parar e escrever o meu relato de parto! Um ano se passou e me dei conta de que prometi e acabei não postando aqui… nem mesmo escrevi para eu ter cada detalhe registrado para mim também! Vida de mãe de dois é bem corrida rsrs! Então, não teria momento melhor para postar sobre isso, do que nessa semana onde comemoramos o seu aniversário de 1 aninho, não é mesmo?! 1 ano depois, mas tá valendo rsrs 😉

Senta que vai ser longo… tão longo que resolvi dividir o relato em duas partes. Vamos a PARTE 1! 🙂

O Nascimento do Isaque – PARTE 1

A péssima experiência que tive com a cesariana no nascimento do meu primeiro filho, Samuel, só serviu para fortalecer a idéia de que, em uma próxima gestação, eu teria que conseguir vivenciar um parto natural, ou pelo menos o parto normal.

Se você quer saber como foi essa minha experiência com a cesariana no nascimento do Samuel CLIQUE AQUI.

Gestação e Pré-Natal

Cerca de 2 anos depois que o Samuel nasceu, engravidei novamente… Deus nos presentearia com mais um menino e seu nome seria Isaque, que significa sorriso.

Eu pensava mil coisas! “Será que dessa vez conseguirei realizar o sonho de passar pela experiência do parto natural?”. Quando eu falava isso, as pessoas me achavam doida… “Você tem o sonho de passar por uma experiência que envolve tanta dor? Você é doida!”, mas não… Sentir dor nunca foi minha preocupação, aliás eu tinha era curiosidade em saber como era a tal dor das contrações e saber qual seria a minha reação a elas. O corpo humano é a mais perfeita criação de Deus e eu ficava imaginando como deveria ser espetacular tudo funcionando perfeitamente no momento da mulher dar a luz… Sem hormônios artificiais, sem indução de parto, sem cortes de bisturis… Tudo funcionando como fez o Criador. Eu só tinha essa certeza: tenho que vivenciar essa experiência aqui na Terra! Eu queria parir, eu queria fazer a força sozinha, deixar a natureza comandar meu corpo, como acontece há milhares de anos.

Então, fiquei com aquilo no meu coração… e sempre orava a Deus pedindo a Ele que no meu segundo filho tudo desse certo para que eu realizasse esse desejo de passar pela experiência do parto natural e o menos intervencionista possível.

Comecei então a me preparar para isso, mas ao mesmo tempo eu estava em paz caso os planos de Deus fossem outros, como foi com o nascimento do Samuel! Mas, de uma coisa eu tinha certeza: O que estivesse ao nosso alcance, faríamos!

Decidimos que nosso segundo filho nasceria em Belo Horizonte. Para quem não sabe, sou natural de BH, mas moro em São Paulo desde que me casei com o amor da minha vida: um paulistano chamado Rodrigo Sene! 🙂

Eu já sabia que em BH tinha uma equipe incrível de profissionais que eram adeptos ao parto humanizado – o Instituto Nascer! Então marquei com a Dra. Quésia e comecei o meu pré natal junto com ela e todos os outros profissionais que me apoiaram maravilhosamente durante a gestação e parto. A maior parte do meu pré natal foi feito em SP, mas sempre mantinha a Dra. Quésia informada de como as coisas estavam indo com a gestação. E, quando completei 32 semanas fui definitivamente para BH, onde seria acompanhada bem de perto por eles e só retornaria a SP após a alta do pós parto e resguardo.

O Pré-natal transcorreu normalmente sendo que tive pouquíssimos desconfortos – o pior era a dor nas costas. Engordei 17 kg ao todo, 3 kg a mais do que na primeira gravidez.

Eu e meu marido escrevemos um extenso plano de parto contendo tudo que gostaríamos que ocorresse durante o parto, que eram basicamente nenhuma intervenção em mim e nem no bebê. Estávamos todos preparadíssimos para que o Isaque tivesse a recepção mais acolhedora e respeitosa possível.

Quer saber o que é plano de parto? CLIQUE AQUI

Nas minhas últimas consultas de pré natal, com 36 semanas de gravidez, a Dra. Quésia me examinou e eu já estava com 2 cm de dilatação. Eu me lembro que toda consulta eu perguntava para ela se o bebê estava virado (eu ficava com receio dele seguir o mesmo caminho do meu 1 filho, que ficou assentado e não virou na barriga). Meu coração estava explodindo de ansiedade pelo que estava por vir, mas tentei me aquietar e esperar os sinais aparecerem de que estava chegando a hora do Isaque vir ao mundo. No tempo dele. No tempo de Deus. Sem agendar datas…Simplesmente esperar ele e meu corpo sinalizarem de que estavam prontos.

Pré Parto

Ás 6 horas da manhã de um domingo (no dia 13/04) acordei para ir ao banheiro como de costume e percebi minha roupa molhada. Pensei “nossa será que fiz xixi nas calças?!” hahaha Inocente eu né?! De repente, já no banheiro, a bolsa estourou de vez e senti aquela “’água” quente escorrendo pelas minhas pernas. “Não, não pode ser! Eu estou com apenas 37 semanas e 1 dia! Normalmente os bebês não resolvem nascer com 39, 40 semanas?!”. Mas, Isaque resolveu nascer quando estávamos com 37 semanas e alguns dias hehehe!

A primeira reação que tive foi de ver se o líquido estava clarinho e sem cheiro forte e percebi que estava tudo ok! A emoção tomou conta de mim… estava chegando a hora! A gente fica imaginando como será, mas na hora fica meio perdida sabe? É engraçado demais isso! Eu, chamei minha mãe, que estava dormindo, e mostrei para ela o aguaceiro no chão do banheiro. Ela logo me disse: “Sua bolsa estourou, minha filha! Ligue para a sua obstetra!”.

Liguei para minha obstetra, contei o que estava acontecendo e ela me disse “É hoje que vamos conhecer o Isaque!”. Ela nem faz idéia do arrepio que essa frase me deu  na hora ahahaha! Logo em seguida já liguei pro Rodrigo que acordou todo assustado com a notícia. Imaginem… ele estava em SP e eu ligo contando que minha bolsa tinha estourado! Ele correu e comprou a primeira passagem que achou para BH!

Corri para arrumar algumas coisas que faltavam e fomos eu e minha mãe para o Instituto Nascer, onde a Dra. Quésia iria me examinar. Eu não estava sentindo nada de contrações ainda.

Dá para ver minha euforia? rsrs

Dá para ver minha euforia? rsrs

Indo ser examinada pela minha obstetra, Dra. Quésia,  no Inst. Nascer

Indo ser examinada pela minha obstetra, Dra. Quésia, no Inst. Nascer

Chegando lá, ela com toda calma do mundo, me examinou, viu que eu estava com 3 cm de dilatação, fez ultrassom, viu que o bebê estava ótimo e me perguntou o que eu queria fazer: Voltar para a casa dos meus pais e só ir para o hospital quando estivesse com mais dilatação ou já ir para a maternidade e esperar o trabalho de parto evoluir lá mesmo, o que poderia ser rápido ou demorado. Decidi ir logo para a maternidade… Na hora optei por isso para poder me concentrar mais no momento, já que na casa dos meus pais o Samuel não me deixaria ficar por conta disso. Hoje, eu teria feito diferente… Teria voltado pra casa e só iria para o hospital quando estivesse com contrações mais ritmadas (fica a dica!).

O momento em que cheguei na maternidade

O momento em que cheguei na maternidade

Dei entrada na suíte de parto do Hospital e Maternidade Santa Fé. Não é um simples quarto de hospital… Ele é um quarto equipado com uma série de coisas para quem deseja ter um parto normal/ natural humanizado (bola, banheira, banquinho de parto, etc…).

Aos poucos as contrações começaram a aparecer bem fraquinhas, assim como uma cólica bem leve.

A única coisa que eu pensava naquele momento era que eu queria que meu marido chegasse logo! Tinha medo que não desse tempo dele chegar! Não via a hora de abraçá-lo. Havíamos conversado e esperado tanto por aquele dia!

E por volta das 11 da manhã ele chegou!!! Me perdi em seu abraço e fiquei ali envolvida em seus braços por um bom tempo!

ele chegando na maternidade ainda com as malas na mão

Ele chegando na maternidade ainda com as malas na mão

Papai participativo! rsrs

Papai participativo! rsrs

E nada das contrações e da dilatação evoluírem de fato. Acho que no fundo a gente sempre acha que seremos surpreendidas com um trabalho de parto rápido, dilatar tudo logo ou ser um daqueles casos que a mãe não sente dor ou que o bebê “escorrega” nas mãos do obstetra rsrs… Mas a verdade é que com a maioria não é assim! E, confesso que quando me deparei com isso eu tive medo. Medo de acabar numa cesariana. Medo de não conseguir realizar meu sonho e me frustrar para sempre.

Está aí um erro e uma dica que quero dar para vocês. Trabalhem o psicológico e não deixe com que ele te abale neste momento. Seja o que for, ou qual for o seu medo, cuide da sua mente, pois ela pode ser o que mais te atrapalhará na evolução do trabalho de parto. O que você precisa nessa hora é de ser entregar por inteiro ao momento. Esquecer de tudo e se focar em você e no seu bebê. Pense nisso na hora. Faça o que for preciso. Cante, ore, mas não se entregue ao medo. É normal os maus pensamentos virem, é só não se entregar a eles… Afugente-os!

Esse medo fez o meu trabalho de parto desacelerar várias vezes. As contrações começavam a ritmar e a ficar mais intensas e depois paravam e enfraqueciam. Daí a ansiedade chegou e eu fiquei extremamente pra baixo.

As horas passando, a tensão e a ansiedade aumentando e ora as contrações ritmavam, ora desaceleravam. E a noite chegou. Tentei dormir para repor as energias, mas não consegui desligar e nem relaxar. Estava muito inquieta e cheguei a pedir para minha obstetra e a minha doula que eu ficasse a sós com o Rodrigo. Queria namorar, ficar juntinho dele e também queríamos ter um tempo de oração a Deus. Depois de algumas horas senti minha mente esvaziar de todo medo e, adivinhem? as contrações começaram a vir muuuuito mais intensas e a dor também. Eu fui para debaixo do chuveiro, usei a bola, marido fez massagem e tudo o que podia fazer para aliviar a dor que eu sentia naquele momento.

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Era uma dor intensa, porém totalmente suportável, tipo uma cólica forte. Apesar da dor eu fiquei eufórica e contente por perceber que a coisa toda estava mudando! E comecei a me entregar pra valer ao momento. Lembro que me permiti gemer de dor e de me liberar mais nesse sentido e senti que isso me ajudou a me desprender e a me entregar ainda mais. Não, eu não gritei.  Em nenhum momento do parto eu gritei, mas chorei, gemi e me expressei de outras maneiras. O Rodrigo conta que eu apertava tanto as mãos dele que parecia que ia quebrar os dedos! Mas isso foi bem depois… eu mal sabia que eu não estava sentindo nem 1/3 da dor que estava por vir. Eu não fazia a mínima ideia! kkk

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A coisa começou a evoluir de maneira tão intensa que o Rodrigo foi chamar a Dra. Quésia achando que já estava para nascer. E eu também acabava que minha dilatação já estava lá nas alturas… Ela chegou, me examinou e….. apenas 4 cm de dilatação. Pronto. Todo medo, ansiedade e tudo mais voltou … e o que aconteceu? O trabalho de parto desacelerou de novo! Parou. Simplesmente parou. Parei de sentir contrações. Parei de sentir dor e elas vinham muito espaçadas e bem menos doloridas. Isso já eram umas 4 da manhã.

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Foi quando eu chorei muito. Muito mesmo! A Dra. Quésia muito carinhosamente nos chamou para conversar e explicou que eu não poderia esperar mais muito tempo, pois minha bolsa já havia se rompido (bolsa rota; risco de infecção para o bebê) e como eu já tinha tido uma cesariana anterior, existiam algumas coisas que deveríamos ter mais cuidado (a cesariana significa que eu já tinha uma cicatriz no útero e por conta disso alguns cuidados eram requeridos). Após muita conversa e dela nos explicar todas as opções que tínhamos, decidimos tentar dormir naquele restinho de madrugada e se o trabalho de parto não evoluísse até de manhã teríamos que tomar algumas providências e, se essas providências não funcionassem, acabaríamos numa cesariana. 😦

Dormir? Não consegui! Chorei muito e fiquei ali deitada na cama e fiquei todo tempo conversando com Deus. Ele me acalmou. Ele me falou ao coração. E enquanto deitada, as contrações continuavam fracas e espaçadas.

E amanheceu…

CONTINUA NA PARTE 2…. Fiquem ligados!

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