Papinha/Compota de Manga, Pêra e Erva doce – Sem Açucar!

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Essa receitinha é deliciosa!!! Eu chamo de papinha, porque meus filhos amam desde novinhos, mas ela também pode ser chamada de “compota” ou doce… Crianças de 0 a 100 anos amam! hehehe! E, o melhor… É SEM AÇUCAR!!! E, quando você provar, você vai até assustar, porque fica tão docinha, que parece ter colocado açúcar, mas é só o açucar da fruta mesmo!

É uma ótima maneira de aproveitar aquela manga e pêra que amadureceram demais.

Meus meninos já comem fruta inteira, mas amam tanto essa papinha que continuo fazendo até hoje! hehehe

Papinha/Compota de Manga, Pêra e Erva doce

Fonte: “As delícias do Dudu”

Ingredientes

1 manga – de preferência Palmer pois não tem ‘fiapos’

1 Pêra

1 colher de chá rasa de erva doce (você pode abrir aquele pacotinho de chá de erva doce e colocar nessa receita)

Um pouco de água filtrada. Não coloque muito senão fica aguado e a consistência não fica legal! Sugiro colocar umas 2 colheres de sopa de água e ir verificando se precisa colocar mais. Normalmente a manga já solta muita água, então vá observando.

Modo de Fazer

Picar as frutas em cubinhos. Levar tudo (frutas+ erva doce+ pouquinho de água) ao fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as frutas se desmancharem. Se quiser pode adicionar mais água.

Tirar do fogo e servir, quente como papinha ou deixar no congelador e servir gelado como sorvetinho.

Se seu bebê não come pedaços, pode amassar os pedacinhos que sobraram com uma garfo ou até mesmo passar no processador.

Nessa preparação da foto eu já fiz bastante para poder congelar! Usei 4 pêras pequenas e 2 mangas palmer

Nessa preparação da foto eu já fiz bastante para poder congelar! Usei 4 pêras pequenas e 2 mangas palmer

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Adicionando a erva doce

DICA DA JU

– CONGELE! CONGELE! CONGELE! Essa papinha/compota eu faço e aproveito para CONGELAR! Isso facilita demais a vida, viu?

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– Que tal fazer essa compota e servir com iogurte? Colocar em taças alternando as camadas e finalizando com castanhas trituradas! Show!

– Já fiz mingau de aveia também! É só levar ao fogo um pouco de leite e aveia (nada de açúcar) e depois de engrossada é só misturar um pouco dessa compota! Delícia!

Não deixe de experimentar!

Abraços

JU

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Relato de Parto Humanizado do ponto de vista do marido

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Parto Humanizado – A visão de um Marido.

Tudo começou no primeiro filho, de repente eu vi minha esposa voltando a “faculdade”. Pesquisas na internet, leitura, livros, blogs e cada dia mais e mais informações sobre parto. O que eu entendia de parto? Nada, para mim era algo simples.

Quando engravidamos do nosso primeiro filho, ele ficou assentado (pélvico) na barriga e, por isso, toda aquela expectativa de ter um parto normal se foi. Era nítida a tristeza da minha esposa por ter que passar por uma cesárea. Ela estava aflita, ficou dopada com os remédios para a dor, não pode tocar no seu filho porque suas mãos estavam presas. Eu cheguei na sala da cirurgia já com o processo cirúrgico iniciado, vi tudo de longe, e o que consegui, foram algumas fotos do primeiro filho.

Confesso que isso não me abalou, eu tinha como prioridade ver a saúde do filho e da minha esposa. Talvez se não houvesse esse tipo de parto (cesariana), minha esposa poderia ter complicações tanto para ela quanto para o bebê. Passamos por uma cesariana necessária, não tínhamos muita opção e não queríamos arriscar um parto normal com bebê pélvico, que apesar de ser possível, envolve alguns riscos que a gente não quis correr. Enfim, após a cesárea, ficamos no hospital e após 3 dias estávamos voltando para casa e a alegria estava completa.

Passados 2 anos, recebi a notícia da segunda gravidez. E, com tantos planos para que este nascesse de parto humanizado, à ideia dela não havia saído da cabeça, pelo contrário, já havia uma equipe escolhida para fazer deste objetivo uma realidade.

No decorrer da gestação tudo apontava que seria possível seguir com esse sonho, eu como marido apoiei a decisão dela. Faltando cerca de 2 meses para o nascimento, minha esposa foi para BH, sua cidade natal, para terminar os exames. A equipe era de lá e sua família estava lá, o suporte da mãe dela também era muito importante.

Iniciei, então, a empreitada de reformar a casa, todos haviam saído e eu teria a chance de melhorar algumas coisas em casa sem a preocupação de sujeira e poeira.

Então num domingo, dormindo em meio à bagunça da reforma, minha esposa me liga e eu desconfiado atendo:

– Ju, tudo bem?

– sim, minha bolsa estourou…

– E agora, o que vamos fazer?

– Venha para BH, porque estou indo para o hospital agora!

Saí procurando passagens de avião, ligando para meu cunhado… Tudo isso ás 06:30 da manhã! Consegui estar em BH, no hospital, as 10:45 da manhã!

Ao ver minha esposa, trocada, com a equipe na suíte de parto, vindo em minha direção para me abraçar foi emocionante, estávamos a poucos momentos de viver aquela experiência. Eu torcia muito para que acontecesse, queria que ela vivesse isso e sabia que precisaria ser o lado da razão para acalmá-la e ajudá-la a fazer as melhores escolhas ao longo de todo caminho até a chegada de nosso segundo filho.

As contrações não vieram como imaginávamos, o tempo foi passando e, após o jantar, nos reunimos com a médica e ela explicou sobre alguns riscos que correríamos se passasse de 24 horas. Decidimos continuar o planejado. Pedimos para a equipe ir descansar e ficamos sozinhos durante a noite, aonde minha esposa teve mais liberdade e ficou mais a vontade. Foi quando começamos a viver as primeiras contrações. Naquela altura achávamos que era a contração da chegada do nosso filho, comecei a presenciar a dor chegando ao corpo dela, o quanto ela tremia a cada 5 minutos e baixando para 3 minutos, durando umas 2 horas. Fiquei preocupado e chamei a médica.  Ela chegou e foi acompanhando o estado do bebê e da minha esposa e tudo estava bem. Mas, as contrações foram diminuindo até parar, tínhamos quase virado 24 horas acordados, resolvemos dormir. Mas eu dormi muito mais fácil do que ela…

Acordei depois de umas 2 ou 3 horas, com a equipe no quarto. As contrações estavam voltando. A médica informou que a dilatação havia aumentado e isso nos trouxe grande alegria. Mas aí iniciou o período mais crítico, as dores haviam aumentado consideravelmente! Pela fisionomia da minha esposa, estava claro que era uma dor gigantesca e isso foi até umas 11 horas da manhã quando a médica analisou novamente a dilatação e nos informou, dizendo:

– Tenho duas noticias para vocês, uma boa e uma ruim. A boa é que sua esposa já está com 7 cm de dilatação, a ruim é que agora a dor vai começar.

Nos emocionamos de alegria, porém, ela estava certa da dor, elas aumentaram… E muito! A pressão que eu tinha em minha mão a cada contração que chegava, me dava um relance do que se passava naquele corpo.

Ela teve toda a liberdade de encontrar uma posição que a deixasse mais confortável, estávamos perto de 30 horas de trabalho de parto, ela já estava cansada, com muitas dores e ficar na banheira com água quente, ajudou a relaxar diante de todo aquele cenário.

Num dado momento, observando o corpo da minha esposa, começamos a ver a chegada do nosso filho. Em nenhum momento me senti assustado com os gemidos dela, com a dor dela, eu precisava primeiro garantir que tudo que ela havia planejado acontecesse. Tinha que estar ali apoiando-a mesmo que ela pedisse o contrário, quando a dor estivesse a vencendo momentaneamente.

Eu entrei na banheira e fiquei sentado atrás dela, enquanto colocávamos o banco de parto para ela se sentar, e isso ajudou bastante. Havia um espelho para acompanhar o progresso da vinda do nosso filho. A luta foi grande, meus braços já estavam doendo de tantos apertos que havia recebidos das contrações por ela recebidas, mas não era nada comparado ao que ela estava vivendo. Sussurrava no ouvido dela, palavras de ânimo para ter forças e coragem para ir à próxima onda da contração.

A tensão no quarto aumenta quando vimos nosso filho coroando, e estava cada vez mais perto o nascimento dele e ela, minha esposa, cada vez mais cansada. Ela buscou seu melhor naquela hora e vimos então se concretizar um sonho realizado, chegou em nossos braços nosso segundo filho!

Ela não tinha forças para segurá-lo, então eu coloquei meus braços por baixo dos dela e o coloquei em contato com o corpo dela e o protegemos com um pano. Ele chorou muito pouco, abriu seus olhos e  fixou em nós e nós nele. São segundos que duram eternidades. Minha esposa cantava a Deus e a ele, ali nos nossos braços, e a alegria e a gratidão enchiam aquele quarto.

Ficamos com ele nos braços até acharmos necessário ficar, o cordão umbilical havia parado de pulsar e decidimos cortá-lo, tive o privilégio de fazê-lo.

Dia 14/04/2014 as 13:57 ficou gravado pra sempre na minha memória.

Em 24 horas, estávamos saindo do hospital, com minha esposa já andando e recuperada, prontos para iniciar a vida em família com 2 meninos.

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CONCLUSÃO

Para mim essa experiência foi a mais bela e a mais chocante que eu já vivi. A beleza de nos ver agindo junto com a natureza, se permitir ser mais intuitivo, acho que cabe aqui um termo, mais “animal” é muito belo.

A admiração que se criou em mim, pela minha esposa aumentou exponencialmente! Claro que já a admirava, mas diante de toda aquela coragem, aquela vontade, acredito que não existe impossível para ela! Isso trouxe um elo muito forte para nós como casal.

Ver o sonho dela realizado me fez sentir muito feliz. Eu como homem poderia pensar diferente, querer mudar alguma coisa, mas o que mais quis, foi ver que ela pode viver intensamente o que é ser mulher, como ela mesma fala.

Se viveria isso novamente? Claro que sim! Agora com muito mais experiência e tranquilidade, claro que a apoiaria… Esse sempre será meu objetivo para com ela.

Vi diferença entre os 2 no nascimento? Existem muitas teorias, depois de meses de nascimento dele, não saberia dizer o que é dele ou o que é do beneficio que ele ganhou por esse parto. O que sei dizer é que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para que ele chegasse com o menor impacto possível e da forma mais humana e amável que temos conhecimento na atualidade, talvez o impacto disso veja daqui 10 ou 20 anos.

Meu conselho para os esposos? Apoiar a minha esposa foi importante para mim. Eu tenho como consciência de que ela viva comigo as melhores e as maiores experiências que a vida pode nos dar. Diante disso, claro que eu apoiei e em todo instante estava lá ouvindo, opinando e auxiliando na condução desse caminho que escolhemos para a chegada do nosso segundo filho.

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Agora, vem a parte mais desafiante! Guiá-los na jornada da vida.

Abraço a todos,

Rodrigo Sena Sene – Marido da Juliana e Pai do Samuel e do Isaque

Relato de Parto Natural Humanizado – O Nascimento do Isaque – Parte 2

Antes de ler esse post CLIQUE AQUI para ler a PARTE 1 deste Relato de Parto!

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O PARTO

nascimento-37E amanheceu…

…E, junto com a manhã, veio também a esperança e a paz dentro do meu coração. Mesmo tendo cochilado muito pouco (diferente do marido que apagou e dormiu igual pedra), tentei ficar deitada na cama daquela suíte de parto. Poupar energia e descansar o máximo seria importante seja qual fosse o desfecho daquele dia, afinal de contas mesmo se acabasse numa cesariana, eu teria muito o que cuidar do meu novo bebezinho! 🙂

Por volta das 9 da manhã a Dra. Quésia me examinou e a dilatação não havia progredido. Ela então sentou ao meu lado e me explicou, delicadamente, que devido à bolsa rota há mais de 20 horas, havia risco de infecção para mim e para o bebê. Como a cesariana era a opção que eu menos queria, decidimos então pela indução do parto com ocitocina, e perto das 10:00 foi colocado o acesso na minha veia.

“A função da ocitocina no parto é promover as contrações uterinas, de forma ritmada, até que o bebê nasça. Quando a mulher entra em trabalho de parto naturalmente, a ocitocina produzida pelo próprio corpo encarrega-se deste trabalho. Quando o trabalho de parto está muito demorado, ou não ocorre espontaneamente, e precisa ser induzido, os médicos podem injetar a ocitocina sintética na corrente sanguínea da mulher para acelerá-lo.”

Fonte: Tua Saúde

Eu me lembro dela explicar que essa dosagem de ocitocina, para mim, teria que ser bem baixa, tipo um “cheirinho” de ocitocina mesmo, pelo fato de eu já ter uma cesárea prévia. Tudo teria que ser feito com muito cuidado e acompanhamento. Poucos minutos após o início do soro, as contrações já começaram a se fortalecer – a Dra. Quésia até brincou dizendo que foi psicológico. Tomei pouca ocitocina (pelo menos eu acho), mas pra falar a verdade eu não aceito muito bem isso até hoje. Eu queria mesmo um parto totalmente natural, mas tinha consciência que ás vezes as coisas podem não sair como esperamos. O que me confortou nesse sentido é que foi mesmo apenas um cheirinho que tomei… algumas gotinhas apenas para engatar o trabalho de parto, até porque, como expliquei antes não poderia tomar uma dosagem “normal” pela cesárea prévia.

Mas enfim… aí as contrações começaram, não muito fortes, mas mais recorrentes.

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Algum tempo se passou e ela me examinou novamente para ver como estava a dilatação. E está ai um dos momentos mais LOUCOS que eu tive naquele dia! Ela me examinou, olhou para mim e me disse EXATAMENTE assim: “Eu tenho duas notícias para te dar: uma boa e uma ruim”. Affff!!! Na mesma hora eu pensei: Pronto… cesárea aqui vou eu 😦

Ela, percebendo minha tristeza instantânea, já tratou logo de dizer: “A boa é que você está com 7 cm de dilatação e a ruim é que, agora, de 7 a 10 cm de dilatação é onde você vai sentir mais dor!!!!”. Uau!!! Gente, é até engraçado! Foi ela dizer isso que eu já me levantei com a maior dor do mundo e com o trabalho de parto a TODO VAPOR!!! Assim, de uma hora pra outra, começou a doer absurdamente! Para vocês verem como o psicológico influencia nesse momento!

7 cm de dilatação

7 cm de dilatação!!!

Com tanta dor, minha doula sugeriu que eu me assentasse na bola e depois me levou para o banheiro onde fiquei na bola embaixo do chuveiro. Já tinha perdido a noção do espaço, do tempo, de tudo… Eu estava na famosa “PARTOLÂNDIA”.

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Tudo estava evoluindo de uma forma tão rápida, mas tão rápida, que eu só me lembro da equipe enchendo a banheira da suíte com água quente. Parece que deu um problema lá e a água não saia quente de jeito nenhum, então eu só via minha mãe, a doula e quem podia ajudar enchendo baldes e mais baldes do chuveiro e até do quarto vizinho para jogar na banheira! Contratamos uma fotógrafa maravilhosa, a Paula Beltrão, que discretamente registrava cada momento e eu soube que até ela ajudou a encher a banheira no dia ahaha (obrigada Paula querida!).

Um pouco depois me ajudaram a caminhar até a banheira, que já estava cheia de água morna. As contrações vinham como que me rasgando por dentro e eu só conseguia chorar e gemer de dor.

Sinceramente, eu nem senti alivio da dor quando entrei na banheira, porque as contrações já estavam intensas demais! Meu marido, minha mãe, a Bel e a Dra. Quésia ficaram na borda da banheira me acalmando, me dando água para beber, colocando paninhos na minha testa e jogando água morna em alguns pontos do meu corpo.

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Eu fiquei deitada na banheira de barriga pra cima e meu corpo estremecia inteiro! Tentaram me ajudar a mudar de posição e a ficar de cócoras ali na banheira mesmo, mas nessa hora não consegui nem me mover. A Dra. Quésia monitorava o batimento cardíaco do bebê o tempo todo para garantir que ele estava bem.

Eu, no auge da dor, e com uma voz bem fraca dizia o tempo todo “Deus me ajuda!”. Lembro de perguntar para a Dra. Quésia o tempo todo se ainda ia demorar muito.

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Lembro também de implorar por anestesia kkkk mas eu já tinha colocado no meu plano de parto e avisado meu marido e minha mãe que isso poderia acontecer e eles já estavam orientados a me dar o máximo de força para não desistir, mesmo se eu pedisse! Eles obedeceram e não me arrependo disso! Eu me lembro, inclusive, de falar para eles que eu estava voltando atrás com a minha palavra e que não precisavam mais me incentivar, porque eu queria mesmo a anestesia! Eu só fui desistir dela quando a Dra. Quésia me disse que, para tomar anestesia, eu teria que sair da banheira e ir até o bloco cirúrgico … E eu pensei “não consigo nem pegar um copo de água direito nas mãos, quanto mais sair da banheira e caminhar até o local da anestesia!”. Eu estava desesperada. E sim! acreditem! Pedi até para ir para a cesariana kkkk

Eu só queria que toda aquela dor acabasse! A sensação era de que eu ia morrer. Mal sabia eu que a coisa ainda ia piorar … Eu ainda teria longas horas na fase do expulsivo.

E o Rodrigo o TEMPO TODO comigo! Segurando a minha mão, fazendo carinho e me dando todo apoio possível e inimaginável! Eu não queria ficar longe dele! Como foi bom e de extrema importância tê-lo ali pertinho! Tadinho! Eu apertei muito as mãos e os braços dele kkkk! Era muita dor que estava sentindo!

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Num dado momento, ouvi minha mãe, meu marido e minha obstetra na borda da banheira, vibrarem ao ver a cabeça do bebê começando a coroar! Eu percebi a Dra Quésia correndo e colocando uma outra vestimenta, uma touca toda florida e umas luvas também.

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Nessa altura do campeonato eu já estava totalmente cansada, pois não havia dormido nada e havia tido um pré parto bem cansativo, principalmente por causa de toda aquela pressão psicológica que estava dentro de mim.

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O bebê coroava e voltava. Eu sentia que não conseguiria finalizar aquilo. Eu estava tão desesperada para aquilo acabar e ele nascer logo que eu fazia força mesmo quando estava sem contração. Eu já havia meio que perdido o sentido do corpo e me sentia muito muito MUITO fraca! Foi nesse momento que eles me falaram para tocar a cabecinha do bebê, eu toquei, mas não quis mais tocar porque percebia que ainda tinha muito para sair e que estava apenas no começo e aquilo me deseperava! TINHA QUE SAIR LOGO!

Sabendo do meu desejo do parto natural, minha mãe, o Rodrigo e Dra. Quésia continuavam a me incentivar com todas as forças!

A presença da minha mãe fez toda diferença para mim

A presença da minha mãe fez toda diferença para mim

A Dra. sugeriu que eu ficasse em uma posição onde a gravidade ajudaria o bebê a nascer e eu estava quase desfalecendo… Eu estava tão fraca que não conseguia nem me mudar de posição. Eles colocaram o banquinho de parto dentro da banheira e nesse momento tirei força de onde não tinha para me assentar nele. Sentei lá, com meu marido me apoiando e abraçando atrás. Tentaram me fazer ver tudo através do espelhinho mas não conseguia querer fazer nada que não fosse expulsar o bebê dali e trazê-lo para os meus braços.  Interessante como nesse momento do expulsivo, as mulheres relatam soltar uns gemidos meio “primitivos” e esse era o som que eu fazia… No meu caso, os sons saiam bem baixos… eu estava quase desmaiando. O tempo inteiro minha doula soprava em meus ouvidos para não me esquecer de respirar direito, pegando o ar pelo nariz e soltando pela boca para que eu não ficasse sem fôlego e isso me ajudou MUITO! Não fazia idéia do tanto que a respiração correta era importante naquele momento.

Eu fazia força desesperadamente e toda hora que eu pudesse… Em uma dessas, eu senti a cabeça saindo e numa contração seguinte o corpinho também. Senti muito o tal círculo de fogo e toda a queimação que falam, mas o que mais senti mesmo foi um grande alívio! Era muito bom!! Assim que nasceu a Dra Quésia o pegou e o colocou imediatamente nos meus braços e neste momento eu não tive nem forças para carregá-lo. Eu estava mesmo muito fraca! Imediatamente o Rodrigo colocou seus braços por baixo dos meus, como que me ajudando, e eu pude segurar meu bebê no colo. Momento para nunca mais esquecer. Seu corpo no meu, cheio de vérnix! 

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Minha mãe dizia o tempo todo: Ju, vc conseguiu, minha guerreira! E eu a via chorar e também meu marido se emocionar! Nossa! É um misto de emoções!

Muita emoção

Muita emoção

Olhei para aquela cena toda, vi meu filho em meus braços e TODO CANSAÇO FOI EMBORA! TODA DOR ACABOU! Tudo que eu sentia era AMOR! PURO AMOR! EMOÇÃO! PURA EMOÇÃO. E ficamos ali, nós três, por alguns minutos nos olhando, nos curtindo. Esperei tanto para ver aquele rostinho! Nesse momento o tempo parou! Divino! Família é algo divino demais!

De repente, com o coração cheio de gratidão a Deus, meus lábios se abriram e comecei a cantar! Cantei o trecho de duas canções. A primeira foi a música “Tenho um perfume” (Clique ao lado para ouvi-la inteira), que tive o prazer de gravar no CD do Clamor Pelas Nações. Ela diz: “Tenho um perfume que é só para ti é meu desejo minha adoração. Eu não posso mais resistir esse amor, que está dentro do meu coração. Recebe minha adoração!” e a outra, foi aquela musica antiga do Asaph Borba, que diz: “Minh’lma engrandece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Pois com poder tens feito grandes coisas e com misericórdia demonstrado amor”.

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Eram 13:57 da tarde. Cerca de 30 horas depois que a minha bolsa rompeu eu estava com meu bebezinho ali no colo, adorando ao Deus da minha vida, abraçada pelo homem que eu amo e com o tão desejado sonho realizado! Eu estava feliz! MUITO FELIZ! Pude experimentar aquela enxurrada de hormônios do amor que eu tanto lia nos relatos de parto! Inenarrável.

Ali mesmo na banheira eu pude amamentar o Isaque em sua primeira hora de vida e o papai babão cortou o cordão umbilical só após ele parar de pulsar.

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Papai cortando o cordão umbilical

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Após todo esse momento mágico, sai da banheira e fui me deitar na cama, o tempo todo com o Isaque no colo, e percebi que eu estava bastante dolorida. Amamentei mais um pouco e depois eu mesma pedi para pegarem o Isaque. Eles o pegaram, o pesaram, vestiram e depois o colocaram no berço aquecido. Tudo isso foi feito na suíte de parto e em nenhum momento ele saiu de perto de mim.

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Eu continuei na cama para que a Dra. Quésia me examinasse. Doeu um pouco pra placenta sair e continuei bem dolorida alguns minutos depois. Tanto que fiquei até bem nervosa e não queria que ninguém colocasse a mão em mim. Eu já havia sentido tanta dor que eu não queria mais nada que doesse! A Dra. me examinou e, depois de tudo, eu só queria era comer! Estava faminta! Tive uma vontade enorme de comer aquela promoção do Cheddar McMelt do Mc Donalds kkkk O marido foi lá buscar pra mim e me acabei. kkk Recarregadas as energias, eu já me levantei e tomei banho sozinha. Viva o Parto Normal! Quando fiz cesárea o primeiro banho foi sofrido!!!!

Muita fome!!!

Muita fome!!!

Hoje, depois de tudo que se passou naquele dia, eu te digo que faria tudo de novo! Mesmo com toda dor, com toda demora e tudo mais, tudo isso fica pequeno diante da experiência maravilhosa que é a de trazer um filho ao mundo! Empoderar-se e superar limites! É um verdadeiro RENASCIMENTO para a mulher! 

O ambiente estava carregado com a presença de Deus. Fico imaginando como fica o coração de Deus ao ver um filho vir ao mundo… Um filhinho que Ele mesmo desenhou com Suas próprias mãos e que tão perfeitamente formou no ventre da mãe!

Olha que lindo que está escrito na Bíblia:

“Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Graças te dou pela maneira extraordinária como fui criado! Pois tu és tremendo e maravilhoso! Sim, minha alma o sabe muito bem. Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!” – Salmos 139: 13 a 17 

“Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei…”- Jeremias 1:5a

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João 16:21 – “A mulher que está dando à luz sofre dores e tem medo, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela já não mais se lembra da angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo seu filho.”

O meu agradecimento a Deus, a essa equipe maravilhosa do Instituto Nascer (Dr. Hemmerson, Dra. Quésia, Karine, Bel, Sabrina Baracho, etc…), a minha mãe e ao meu esposo por vivenciarem esse momento incrível junto comigo! E, claro, ao meu menino sorriso, Isaque, porque juntos, protagonizamos esse capítulo de nossas histórias, de forma tão rica e intensa!

Os anjos do Instituto Nascer! Dr. Hemmerson, Bel Cristina e Dra. Quésia

Os anjos do Instituto Nascer! Dr. Hemmerson, Bel Cristina e Dra. Quésia

Dra. Quésia, minha mãe e a Bel

Dra. Quésia, minha mãe e a Bel

Bom, pessoal, essa foi a MINHA experiência! Cada parto é de um jeito. Cada mulher é de um jeito. Deus escreve a história de cada um de maneiras diferentes, mas igualmente especiais!

Espero que tenham gostado. Ficou meio longo, mas não podia deixar nenhum detalhe passar batido! 🙂

Para finalizar, deixo com vocês um link de uma reportagem da TV GLOBO MINAS, onde fui convidada para dar um breve depoimento sobre cesárea x parto normal. Não deixe de ver:

http://globotv.globo.com/rede-globo/mgtv-1a-edicao/v/media-de-bebes-nascidos-por-cesariana-em-bh-esta-acima-da-indicada-pela-oms/3302331/

“Dizem que o nascer afeta a vida das crianças pra sempre. Eu não sei. Só sei que a minha vida, afetou pra sempre.” Carol Darci

Relato de Parto Natural Humanizado – O Nascimento do Isaque – Parte 1

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Olá pessoal! Finalmente consegui parar e escrever o meu relato de parto! Um ano se passou e me dei conta de que prometi e acabei não postando aqui… nem mesmo escrevi para eu ter cada detalhe registrado para mim também! Vida de mãe de dois é bem corrida rsrs! Então, não teria momento melhor para postar sobre isso, do que nessa semana onde comemoramos o seu aniversário de 1 aninho, não é mesmo?! 1 ano depois, mas tá valendo rsrs 😉

Senta que vai ser longo… tão longo que resolvi dividir o relato em duas partes. Vamos a PARTE 1! 🙂

O Nascimento do Isaque – PARTE 1

A péssima experiência que tive com a cesariana no nascimento do meu primeiro filho, Samuel, só serviu para fortalecer a idéia de que, em uma próxima gestação, eu teria que conseguir vivenciar um parto natural, ou pelo menos o parto normal.

Se você quer saber como foi essa minha experiência com a cesariana no nascimento do Samuel CLIQUE AQUI.

Gestação e Pré-Natal

Cerca de 2 anos depois que o Samuel nasceu, engravidei novamente… Deus nos presentearia com mais um menino e seu nome seria Isaque, que significa sorriso.

Eu pensava mil coisas! “Será que dessa vez conseguirei realizar o sonho de passar pela experiência do parto natural?”. Quando eu falava isso, as pessoas me achavam doida… “Você tem o sonho de passar por uma experiência que envolve tanta dor? Você é doida!”, mas não… Sentir dor nunca foi minha preocupação, aliás eu tinha era curiosidade em saber como era a tal dor das contrações e saber qual seria a minha reação a elas. O corpo humano é a mais perfeita criação de Deus e eu ficava imaginando como deveria ser espetacular tudo funcionando perfeitamente no momento da mulher dar a luz… Sem hormônios artificiais, sem indução de parto, sem cortes de bisturis… Tudo funcionando como fez o Criador. Eu só tinha essa certeza: tenho que vivenciar essa experiência aqui na Terra! Eu queria parir, eu queria fazer a força sozinha, deixar a natureza comandar meu corpo, como acontece há milhares de anos.

Então, fiquei com aquilo no meu coração… e sempre orava a Deus pedindo a Ele que no meu segundo filho tudo desse certo para que eu realizasse esse desejo de passar pela experiência do parto natural e o menos intervencionista possível.

Comecei então a me preparar para isso, mas ao mesmo tempo eu estava em paz caso os planos de Deus fossem outros, como foi com o nascimento do Samuel! Mas, de uma coisa eu tinha certeza: O que estivesse ao nosso alcance, faríamos!

Decidimos que nosso segundo filho nasceria em Belo Horizonte. Para quem não sabe, sou natural de BH, mas moro em São Paulo desde que me casei com o amor da minha vida: um paulistano chamado Rodrigo Sene! 🙂

Eu já sabia que em BH tinha uma equipe incrível de profissionais que eram adeptos ao parto humanizado – o Instituto Nascer! Então marquei com a Dra. Quésia e comecei o meu pré natal junto com ela e todos os outros profissionais que me apoiaram maravilhosamente durante a gestação e parto. A maior parte do meu pré natal foi feito em SP, mas sempre mantinha a Dra. Quésia informada de como as coisas estavam indo com a gestação. E, quando completei 32 semanas fui definitivamente para BH, onde seria acompanhada bem de perto por eles e só retornaria a SP após a alta do pós parto e resguardo.

O Pré-natal transcorreu normalmente sendo que tive pouquíssimos desconfortos – o pior era a dor nas costas. Engordei 17 kg ao todo, 3 kg a mais do que na primeira gravidez.

Eu e meu marido escrevemos um extenso plano de parto contendo tudo que gostaríamos que ocorresse durante o parto, que eram basicamente nenhuma intervenção em mim e nem no bebê. Estávamos todos preparadíssimos para que o Isaque tivesse a recepção mais acolhedora e respeitosa possível.

Quer saber o que é plano de parto? CLIQUE AQUI

Nas minhas últimas consultas de pré natal, com 36 semanas de gravidez, a Dra. Quésia me examinou e eu já estava com 2 cm de dilatação. Eu me lembro que toda consulta eu perguntava para ela se o bebê estava virado (eu ficava com receio dele seguir o mesmo caminho do meu 1 filho, que ficou assentado e não virou na barriga). Meu coração estava explodindo de ansiedade pelo que estava por vir, mas tentei me aquietar e esperar os sinais aparecerem de que estava chegando a hora do Isaque vir ao mundo. No tempo dele. No tempo de Deus. Sem agendar datas…Simplesmente esperar ele e meu corpo sinalizarem de que estavam prontos.

Pré Parto

Ás 6 horas da manhã de um domingo (no dia 13/04) acordei para ir ao banheiro como de costume e percebi minha roupa molhada. Pensei “nossa será que fiz xixi nas calças?!” hahaha Inocente eu né?! De repente, já no banheiro, a bolsa estourou de vez e senti aquela “’água” quente escorrendo pelas minhas pernas. “Não, não pode ser! Eu estou com apenas 37 semanas e 1 dia! Normalmente os bebês não resolvem nascer com 39, 40 semanas?!”. Mas, Isaque resolveu nascer quando estávamos com 37 semanas e alguns dias hehehe!

A primeira reação que tive foi de ver se o líquido estava clarinho e sem cheiro forte e percebi que estava tudo ok! A emoção tomou conta de mim… estava chegando a hora! A gente fica imaginando como será, mas na hora fica meio perdida sabe? É engraçado demais isso! Eu, chamei minha mãe, que estava dormindo, e mostrei para ela o aguaceiro no chão do banheiro. Ela logo me disse: “Sua bolsa estourou, minha filha! Ligue para a sua obstetra!”.

Liguei para minha obstetra, contei o que estava acontecendo e ela me disse “É hoje que vamos conhecer o Isaque!”. Ela nem faz idéia do arrepio que essa frase me deu  na hora ahahaha! Logo em seguida já liguei pro Rodrigo que acordou todo assustado com a notícia. Imaginem… ele estava em SP e eu ligo contando que minha bolsa tinha estourado! Ele correu e comprou a primeira passagem que achou para BH!

Corri para arrumar algumas coisas que faltavam e fomos eu e minha mãe para o Instituto Nascer, onde a Dra. Quésia iria me examinar. Eu não estava sentindo nada de contrações ainda.

Dá para ver minha euforia? rsrs

Dá para ver minha euforia? rsrs

Indo ser examinada pela minha obstetra, Dra. Quésia,  no Inst. Nascer

Indo ser examinada pela minha obstetra, Dra. Quésia, no Inst. Nascer

Chegando lá, ela com toda calma do mundo, me examinou, viu que eu estava com 3 cm de dilatação, fez ultrassom, viu que o bebê estava ótimo e me perguntou o que eu queria fazer: Voltar para a casa dos meus pais e só ir para o hospital quando estivesse com mais dilatação ou já ir para a maternidade e esperar o trabalho de parto evoluir lá mesmo, o que poderia ser rápido ou demorado. Decidi ir logo para a maternidade… Na hora optei por isso para poder me concentrar mais no momento, já que na casa dos meus pais o Samuel não me deixaria ficar por conta disso. Hoje, eu teria feito diferente… Teria voltado pra casa e só iria para o hospital quando estivesse com contrações mais ritmadas (fica a dica!).

O momento em que cheguei na maternidade

O momento em que cheguei na maternidade

Dei entrada na suíte de parto do Hospital e Maternidade Santa Fé. Não é um simples quarto de hospital… Ele é um quarto equipado com uma série de coisas para quem deseja ter um parto normal/ natural humanizado (bola, banheira, banquinho de parto, etc…).

Aos poucos as contrações começaram a aparecer bem fraquinhas, assim como uma cólica bem leve.

A única coisa que eu pensava naquele momento era que eu queria que meu marido chegasse logo! Tinha medo que não desse tempo dele chegar! Não via a hora de abraçá-lo. Havíamos conversado e esperado tanto por aquele dia!

E por volta das 11 da manhã ele chegou!!! Me perdi em seu abraço e fiquei ali envolvida em seus braços por um bom tempo!

ele chegando na maternidade ainda com as malas na mão

Ele chegando na maternidade ainda com as malas na mão

Papai participativo! rsrs

Papai participativo! rsrs

E nada das contrações e da dilatação evoluírem de fato. Acho que no fundo a gente sempre acha que seremos surpreendidas com um trabalho de parto rápido, dilatar tudo logo ou ser um daqueles casos que a mãe não sente dor ou que o bebê “escorrega” nas mãos do obstetra rsrs… Mas a verdade é que com a maioria não é assim! E, confesso que quando me deparei com isso eu tive medo. Medo de acabar numa cesariana. Medo de não conseguir realizar meu sonho e me frustrar para sempre.

Está aí um erro e uma dica que quero dar para vocês. Trabalhem o psicológico e não deixe com que ele te abale neste momento. Seja o que for, ou qual for o seu medo, cuide da sua mente, pois ela pode ser o que mais te atrapalhará na evolução do trabalho de parto. O que você precisa nessa hora é de ser entregar por inteiro ao momento. Esquecer de tudo e se focar em você e no seu bebê. Pense nisso na hora. Faça o que for preciso. Cante, ore, mas não se entregue ao medo. É normal os maus pensamentos virem, é só não se entregar a eles… Afugente-os!

Esse medo fez o meu trabalho de parto desacelerar várias vezes. As contrações começavam a ritmar e a ficar mais intensas e depois paravam e enfraqueciam. Daí a ansiedade chegou e eu fiquei extremamente pra baixo.

As horas passando, a tensão e a ansiedade aumentando e ora as contrações ritmavam, ora desaceleravam. E a noite chegou. Tentei dormir para repor as energias, mas não consegui desligar e nem relaxar. Estava muito inquieta e cheguei a pedir para minha obstetra e a minha doula que eu ficasse a sós com o Rodrigo. Queria namorar, ficar juntinho dele e também queríamos ter um tempo de oração a Deus. Depois de algumas horas senti minha mente esvaziar de todo medo e, adivinhem? as contrações começaram a vir muuuuito mais intensas e a dor também. Eu fui para debaixo do chuveiro, usei a bola, marido fez massagem e tudo o que podia fazer para aliviar a dor que eu sentia naquele momento.

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Era uma dor intensa, porém totalmente suportável, tipo uma cólica forte. Apesar da dor eu fiquei eufórica e contente por perceber que a coisa toda estava mudando! E comecei a me entregar pra valer ao momento. Lembro que me permiti gemer de dor e de me liberar mais nesse sentido e senti que isso me ajudou a me desprender e a me entregar ainda mais. Não, eu não gritei.  Em nenhum momento do parto eu gritei, mas chorei, gemi e me expressei de outras maneiras. O Rodrigo conta que eu apertava tanto as mãos dele que parecia que ia quebrar os dedos! Mas isso foi bem depois… eu mal sabia que eu não estava sentindo nem 1/3 da dor que estava por vir. Eu não fazia a mínima ideia! kkk

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A coisa começou a evoluir de maneira tão intensa que o Rodrigo foi chamar a Dra. Quésia achando que já estava para nascer. E eu também acabava que minha dilatação já estava lá nas alturas… Ela chegou, me examinou e….. apenas 4 cm de dilatação. Pronto. Todo medo, ansiedade e tudo mais voltou … e o que aconteceu? O trabalho de parto desacelerou de novo! Parou. Simplesmente parou. Parei de sentir contrações. Parei de sentir dor e elas vinham muito espaçadas e bem menos doloridas. Isso já eram umas 4 da manhã.

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Foi quando eu chorei muito. Muito mesmo! A Dra. Quésia muito carinhosamente nos chamou para conversar e explicou que eu não poderia esperar mais muito tempo, pois minha bolsa já havia se rompido (bolsa rota; risco de infecção para o bebê) e como eu já tinha tido uma cesariana anterior, existiam algumas coisas que deveríamos ter mais cuidado (a cesariana significa que eu já tinha uma cicatriz no útero e por conta disso alguns cuidados eram requeridos). Após muita conversa e dela nos explicar todas as opções que tínhamos, decidimos tentar dormir naquele restinho de madrugada e se o trabalho de parto não evoluísse até de manhã teríamos que tomar algumas providências e, se essas providências não funcionassem, acabaríamos numa cesariana. 😦

Dormir? Não consegui! Chorei muito e fiquei ali deitada na cama e fiquei todo tempo conversando com Deus. Ele me acalmou. Ele me falou ao coração. E enquanto deitada, as contrações continuavam fracas e espaçadas.

E amanheceu…

CONTINUA NA PARTE 2…. Fiquem ligados!

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Como foi o parto (cesariana) do meu primeiro filho, Samuel e algumas considerações sobre a cesariana

Eu no bloco cirúrgico - nascimento do Samuel em outubro de 2011

Eu no bloco cirúrgico – nascimento do Samuel em outubro de 2011

Antes de começar a contar como foi o parto normal do Isaque, vou contar rapidamente como foi o parto do meu primeiro filho, Samuel, hoje com 3 anos e meio, que nasceu de cesariana. Decidi falar um pouquinho sobre isso porque recebi muitas perguntas e dúvidas de mulheres querendo saber como é essa questão de passar pelo parto normal após já ter feito uma cesárea, quais as reais indicações de uma cesariana, etc…

Assim que engravidei, eu e meu marido começamos a nos preparar para o parto normal, porém no final da gestação, Samuel ainda estava em posição pélvica (assentado) e, mesmo sendo possível ter parto normal com bebê pélvico, nós decidimos não arriscar. No último ultrassom, já com 37 semanas de gravidez, meu liquido amniótico caiu bastante. Resultado: bebê pélvico + líquido aminiótico baixo + médico cesarista = acabei em uma cesariana. Sim, foi uma cesariana necessária, porém hoje, com muito mais informação que tenho, sei que eu poderia ter esperado entrar em trabalho de parto e tudo mais.

Lá fui eu pro bloco cirúrgico. Lembro quando me aplicaram a anestesia… Me deitaram na maca, amarraram meus braços abertos e só depois meu marido entrou. Eu estava nervosa, com medo e chorando (nunca gostei da idéia de ter que passar por cirurgia). Claro que eu estava feliz porque veria meu filho, mas com certeza, não era ali que eu queria que tudo acontecesse! Depois de uns poucos e rápidos minutos, meu príncipe nasceu. Que emoção ouvir seu chorinho!!! Eles me mostraram rapidamente e não pude nem tocá-lo direito, já que minhas mãos estavam presas.

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Logo levaram ele para longe de mim… Enquanto terminavam de me costurar, eu perguntava o tempo todo por ele. Terminado tudo, fui para a sala de recuperação e fiquei lá, sozinha, por cerca de umas 2 horas!! Gente, quero ver meu filho! Onde ele está? Eu me lembro como se fosse hoje que eu fiquei inconformada nessa sala de recuperação! Eu ficava chamando as enfermeiras e nada podiam fazer… “ordens médicas” diziam elas. Eu pensava: “Como assim? Esperei tanto pelo dia de estar com meu bebê, fomos um durante 9 meses, para assim que nascesse nos separassem?”. Eu realmente estava sendo pega de surpresa… não fazia idéia de como eram as coisas nas maternidades do país! Minha expectativa é que esse meu post informe muitas de vocês, mulheres e futuros pais, que esperam por algo diferente disso tudo que estou relatando. Conheço pessoas que não se importam com esse sistema… ok, mas se você é como eu e não quer que seja assim com você, continue lendo esse e os próximos posts que virão!). Enfim….

Acabadas aquelas horas que mais pareciam uma eternidade, me levaram para o quarto onde estavam meus pais e meu marido… masssss, onde estava o Samuel???  Chamei a enfermeira e pedi que me trouxessem ele. Elas não queriam trazê-lo, porque queriam que eu descansasse (??????), mas insisti e alguns minutos depois ele chegou. Foi maravilhoso esse momento quando pude vê-lo, amamentar, etc…

Quando Samuel chegou no quarto e eu o peguei pela primeira vez

Quando Samuel chegou no quarto e eu o peguei pela primeira vez

Emoção pura!

Emoção pura!

Papai apaixonado

Papai apaixonado

Samuel nasceu cheio de saúde e minha recuperação foi excelente (mesmo sendo excelente é doloroso, viu?), mas achei todo procedimento muito desumano e frio!

Tudo isso só aumentou o meu desejo de fazer tudo diferente no meu próximo filho.

Quero, inclusive, frisar que não sou médica e nem tenho interesse em criar nenhuma discussão ou polêmica sobre o assunto. Ninguém é mais mãe ou menos mãe pelo tipo de parto que escolheu ter, mas eu sou da seguinte opinião: Antes de decidir sobre o parto, abra a sua mente, INFORME-SE, e só depois disso decida aquilo que é melhor para você e para seu bebê! Não decida nada baseado no que a sociedade dita, ou no que está “na moda”!

Não decida, por exemplo, passar por uma cesariana, porque você tem medo da dor do parto normal! O que mais ouço hoje são mulheres que decidem pela cesariana por que tem medo da dor do parto! Mas, ué? Cesariana é uma MEGA CIRURGIA, cheia de riscos e a recuperação dela é BEM dolorosa, além de atrapalhar MUITO nos cuidados com o seu bebê recém nascido! Inclusive está ai uma das grandes vantagens do parto normal na minha opinião! O bebê nasceu, a dor passa imediatamente e a recuperação é tranquila… nada de ter que passar pela recuperação de pós operatório!!! Dor do parto é punk mesmo, mas existe anestesia, existem métodos farmacológicos e não farmacológicos para alívio da dor, enfim… É suportável! Informe-se!

Eu já passei pelas duas experiências, tanto pela cesariana quanto pelo parto normal e sou SIM defensora do parto normal e mais ainda do parto HUMANIZADO! Sim, existe cesariana humanizada! Informe-se!

A verdade nua e crua e algumas informações muito importantes:

Infelizmente hoje ter um parto normal (ainda mais se for na rede privada), está cada vez mais raro! A Organização Mundial da Saúde – a OMS – sugere que 15% dos partos sejam cesariana e o Brasil aparece no ranking com 85% dos nascimentos via cesariana!!!

No final das contas o médico sempre arruma uma desculpa esfarrapada (me perdoem a franqueza, mas essa é a realidade nua e crua!!!) para que você, grávida que já se encontra em um estado emocional mais sensível, doida para ver seu bebê, cheias de medos e duvidas… acabe se encaixando na agenda lotada de cirurgia$$$ para a comodidade do seu médico que ganha tempo e dinheiro. Mais uma vez, me perdoem a franqueza!

Aproveitando esse tema, quero deixar aqui algumas informações preciosas para o seu conhecimento na hora de ter seu bebê. Questione, empodere-se e lute pelos seus direitos como mulher na hora do parto.  Como eu disse antes, existem vários mitos a cerca da cesariana e várias desculpa usadas pelos médicos para que vc acabe ganhando seu bebê no bloco cirúrgico,  mas sabendo dos fatos, se informando, você poderá questionar!

São MUITAS as mentiras de que você precisa de uma cesariana, então resolvi selecionar as mais ditas por ai! Fique de olho e de ouvido aberto!

O que NÃO é indicação de cesárea:

1- Uma vez cesárea, sempre cesárea – MENTIRA!  Eu mesma passei por uma VBAC (Vaginal Birth after cesarian – Parto vaginal depois de cesareana). Sim, é possível ter parto normal mesmos e você já passou por cesariana (s).

2- Falta de Dilatação ou não teve dilatação no final

3- Circular de Cordão, não importa quantas! Cordão umbilical enrolado no pescoço- Isaque nasceu de parto natural com 2 circulares de cordão!

4- Bacia Estreita ou o famoso “você não tem passagem”- ou bebê é muito grande ou você é muito pequena

5- Não entrou ou não teve trabalho de parto

6- Trabalho de Parto demorado com mamãe e bebê em boas condições

7- Bebê passou da hora (ou passou de 40 semanas)

8- Placenta Envelhecida

9-  Pouco ou muito líquido aminiótico

10- Não teve dilatação no final

11- Mãe muito nova

12- Mãe com mais de 35 anos

13- Pressão Alta ou Pressão Baixa

Alguns links para quem quiser se informar mais:

RECOMENDO MUITO QUE VOCÊ ASSISTA AO FILME: O RENASCIMENTO DO PARTO!

Mais informações neste link ao lado —-> http://www.orenascimentodoparto.com.br

Leia –> http://institutonascer.com.br/dicas/como-evitar-uma-cesareana-desnecessaria/

Leia—>  http://rebeca-doula.blogspot.com.br/p/indicacoes-de-cesarea.html

Leia—> http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

Leia—>  http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/06/01/noticia_saudeplena,148873/brasil-pais-do-excesso-de-cesareas.shtml

Nuggets Caseiro (assado)

nuggets caseiro

Hoje fiz nuggets caseiro de almoço para os meus filhos, já que com esse calor insuportável eles não estão querendo comer muito a comida do tipo arroz com feijão. Eu nem insisto muito porque eu não ando conseguindo comer também.

Esse nuggets, além das crianças amarem, é uma ótima opção para eles comerem sozinhos. É também uma ótima opção para lanche.

Meu Samuel, de 3 anos, comeu, gostou e pediu para repetir várias vezes. Ele nunca comeu aquele nuggets industrializado, então não pode fazer o comparativo de qual prefere, mas posso garantir que ele amou esse! Isaque, de 9 meses, também gostou! 🙂

nuggets caseiro nuggets caseiro

Vamos a receita!

Nuggets Caseiro

Fonte: As Delícias do Dudu

Ingredientes

250g de peito de frango
1 ovo
1/3 de cebola pequena
1 dente de alho
Salsinha e Cebolinha a gosto
1 colher de sobremesa de açafrão ou curcuma
Sal a gosto
1/2 xicara de farinha de trigo
1/2 xícara de farinha de rosca

Modo de Preparo

Num processador, bater todos os ingredientes juntos (frango mais temperos), caso não tenha processador, bata os temperos (ovo, cebola, alho, salsinha, cebolinha e curcuma) num mini processador e misture com o frango já moído. Numa vasilha, temperar com sal a gosto e misturar. Moldar os nuggets (não muito fino para que não fiquem seco) e passar na mistura de farinha de trigo com farinha de rosca. Leva para assar em assadeira untada ou anti aderente regado ao azeite por 180 por 20 minutos ou até ficarem dourados, no meio do processo, perto de 15 minutos, virar os nuggets e deixar dourar mais um pouco.

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Dica da Ju

Faça a mais e aproveite para congelar, daí naqueles dias de preguiça você garante uma opção saudável para a refeições. Congele após empanar, como na foto abaixo. Eu empanei, coloquei em um pratinho e levei ao congelador. Quando já estiverem congelados, é só colocar em um saquinho e pronto!

nuggets caseiro

Se você preferir fritar ao invés de assar também fica gostoso! Claro que assado é mais saudável, mas não posso negar que tudo que é frito é bem mais gostoso, né? hehehe

Bolo de Bagaço de Milho Verde

bolo bagaço milho 2Ontem fiz de janta esse creme de milho maravilhoso que já postei aqui no blog (“O melhor creme de milho que já comi”) e não consigo de jeito nenhum desperdiçar o bagaço, porque dá um bolo incrível, macio e molhadinho. Perfeito para tomar com café!

Esse é o creme de milho que fiz! Tem receita aqui no blog!

Essa receita não leva ovos e é rapidinha de fazer! Dá próxima vez que você fizer um curau de milho verde, um creme de milho ou qualquer coisa que sobre o bagaço do milho não deixe de fazer esse bolo delícia!

BOLO DE BAGAÇO DE MILHO VERDE

(Fonte: Tudo Gostoso)

  • Após o preparo do curau de milho verde ou de qualquer outra receita, reserve o bagaço do milho.

Ingredientes

  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de queijo minas curado ralado (você pode não usar o queijo ou substituir pela mesma quantidade de coco ralado)
  • 1 1/2 xicara de açucar (usei apenas 1 xícara, porque com 1 e 1/2, para o meu paladar, ficou muito doce)
  • 1 xícara de leite
  • Bagaço do milho ( de mais ou menos 5 espigas)
  • 1 colher de sopa de fermento em po
  • 2 colheres de sopa de margarina (prefiro usar manteiga)

Modo de fazer

  1. Misture tudo com uma colher em uma travessa até ficar homogêneo
  2. Unte uma forma com margarina/manteiga
  3. Coloque a mistura e asse por 40 minutos ou até ficar dourado

Obs.: Esse bolo não cresce muito, então faça em um tabuleiro pequeno, ok?

bolo bagaço milho verde

Pãozinho de abóbora

pão abóbora

Sempre que dá, eu faço pão em casa, ás vezes, pela correria uso a minha máquina de pão, ás vezes não. Mas, eu sempre quis reproduzir um pão em casa que fosse tão bom ou melhor que aqueles de padaria… E, feito em casa, com os ingredientes que eu selecionasse sabendo que não teria nada além do necessário para um bom pãozinho!

Já fiz bons (e saudáveis) pães em casa, mas nunca conseguia o resultado que eu esperava. Comíamos, ficavam bom, mas ainda estava longe do ideal que gostaria!

Lendo e pesquisando sobre a arte de fazer pães, descobri alguns simples detalhes que me fizeram chegar ao pão ideal!!! Esse foi o primeiro que realmente gostei do resultado… e, gente, é viciante fazer pão!! É fantástico ver o fermento agindo, a massa crescendo e o resultado final ser esse que vemos na foto! Não vou dizer que não dá trabalho… na verdade, não considero isso um trabalho, mas um prazer realmente! Respeitar o tempo de crescimento da massa, perceber que até o clima do dia influencia no andamento do processo, sovar bastante (e nessa hora o Samuel me ajuda e ama trabalhar a massa rsrsr), enfim…. vale a pena! O primeiro pão a gente nunca esquece hehehe! Por isso, não poderia deixar de compartilhar essa receitinha com vocês aqui no blog!

Sigam a risca o que eu escrever e vocês terão esse pão delicioso para tomar de café da manhã ou no lanche da tarde!

pão abóbora

Primeiro vou contar para vocês o que eu NÃO fazia nos pães e que eu fiz nesse (e farei nos próximos) que fizeram MUITA diferença!

♥ Eu sovava a massa, mas não o suficiente! Quando fala ‘sovar a massa’, é SOVAR MESMO!!! MUITO!!! Pelo menos uns 10 minutos direto! Procure alguns vídeos na internet que mostram movimentos de sovar. Não é nada complicado, mas fazer os movimentos certos ajudam no resultado final!

♥ Cuidado com a temperatura da água (ou do líquido) que você coloca junto com o fermento na hora de misturar a massa. Tem que estar MORNO! Nunca QUENTE, porque senão “mata” o fermento. Fique atento a isso!

♥ O clima do dia que você estiver fazendo o pão, influencia no tempo de descanso da massa. Normalmente dias mais quentes são mais favoráveis para a massa crescer. Por isso que, o ideal é colocar a massa para descansar num lugar sem muita ventilação (dentro do forno desligado) e mais quentinho (para ativar o fermento). Tem pessoas que gostam até de colocam a massa envolta em cobertas. Eu deixo dentro do forno desligado e coberto com um pano limpo e ligeiramente úmido.

♥ Como modelar os pãezinhos!!! Sim! Não é fazer uma bolinha e ficar enrolando com as mãos… tem um jeito muito legal e correto de fazer as bolinhas para o pãozinho ficar desse jeitinho igual de padaria!

Tem que untar a mão com manteiga, pegar um pouco da massa e esticar formando uma bolinha de modo que a parte de cima fique bem lisa e depois é só espremê-la entre o polegar e o indicador. Eu aprendi isso AQUI NESTE VÍDEO . Você pode clicar e visualizar melhor como faz. (Neste link está o vídeo inteiro ensinando a fazer um OUTRO tipo de pão, mas por volta de 5:00 minutos ele mostra como modelar o pão e foi exatamente assim que fiz). Separei também umas fotos retiradas desse mesmo vídeo para vocês verem.

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♥ E por último, um detalhe que eu nunca li em nenhuma receita de pães e aprendi vendo por acaso em umas fotos de pão na internet. A maneira como você coloca os pães na assadeira!!! Eu achava que tinha que colocar igual coloca pão de queijo para assar sabe? Com uma boa distância para não grudarem e etc… mas nesse pão o ideal é você colocar eles mais juntinhos mesmo. Não grudado, mas com uma pequena distância entre eles. Vai formar aquele efeito que vemos nos pães de padaria hehehe que você desgruda e sai aquela pelinha fofinha e macia! Hummm! Olhem só as fotos:

pão abóbora

Depois de descansar pela segunda vez! Olha como ficam juntinhos!

pão abóbora

Antes de ir ao forno é só passar a misturinha para ficar com aquele douradinho lindo por cima!

pão abóbora

Indo pro forno

pão de abóbora

Quentinho… recém saído do forno! Hummm

pão abóbora

Sem legenda rsrsrs 😉

Vamos a receita!

Pão de abóbora

Fonte: Pimenta Preta

Obs.: Essa receita rende cerca de 35 pãezinhos. Se quiser pode dobrar a receita.

Ingredientes

500gr de abóbora cozida (já fiz com a cabotiá, japoneza, moranga…)

1/2 copo (requeijão) da água do cozimento da abóbora

1/2 copo (requeijão) de leite

1 copos (requeijão) de açúcar

1/2 copo (requeijão) de óleo

1/2 colher (sopa) de sal

1 ovo

10g de fermento biológico seco (1 pacotinho daquele que compra no supermercado)

Farinha de trigo até dar o ponto (aproximadamente 1kg )

Modo de fazer

Bata no liquidificador a abóbora, água, leite, açúcar, sal, óleo e os ovos. Disponha a mistura em uma bacia grande, acrescente o fermento, misture e deixe descansar uns 5 ou 10 minutos.
Vá acrescentando a farinha aos poucos, mexendo vigorosamente com uma colher de pau. Quando a mistura ficar pesada demais para misturar com a colher, misture com as mão, sove bastaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaante (sove por pelo menos uns 10 minutos! está ai parte do segredo para o pão ficar fofinho e igual de padaria!).

Acrescente a farinha só até desgrudar das mãos, não coloque mais que isso, para não ficar seco. Vc vai perceber que quanto mais você trabalha a massa mais ela vai se desgrudando das mãos. Então MUITO cuidado com a quantidade de farinha que vc usa. Quando usar o pacote de 1kg todo já saiba que poderá usar APENAS MAIS UM POUCO OK?

Deixe a massa descansar por umas 2h, coberta por um pano úmido, em lugar morno, ou com menos ventilação.

Unte as assadeiras com manteiga ou óleo e enfarinhe-as.

Modele os pães como ensinei no vídeo no começo desse post e, vá dispondo na assadeira, já untada, de maneira que não fiquem muito longe uns dos outros.

Depois de colocar todos os pãezinhos na assadeira, deixe crescer por mais umas 2 horas (coberto, novamente). Depois de crescidos, pincele por cima dos pãezinhos a misturinha de gema de ovo com 1 colherzinha pequena de café solúvel e 1 colherzinha de água. Essa misturinha é que vai dar aquela cor douradinha por cima… fica brilhante e sem o gosto do café.

Depois disso, é só levar para assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Gosto de assar pães em temperatura não muito alta, pra garantir que assem bem por dentro… é difícil falar o tempo que demora para assar porque varia muito de forno para forno, mas aqui assei por cerca de uns 25 minutos ou até que começaram a dourar por cima.

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Delícia!!! 🙂

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Cuidado com o Açúcar Mascavo! Qual a melhor forma de adoçar?

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Acho que a maioria das pessoas, assim como eu, sempre souberam que o açucar mascavo era uma opção mais saudável para adoçar do que o açúcar branco. Porém, semana passada lendo uma parte do livro do Dr. Alexandre Feldman (“Enxaqueca, só tem quem quer” – super recomendo a leitura! não apenas para quem sofre de enxaqueca, mas para quem quer ter uma qualidade de vida melhor em todos os sentidos!), mudei totalmente o meu modo de enxergar certos produtos até mesmo os considerados saudáveis!

Ele diz o seguinte no livro:

Foto retirada do livro "Enxaqueca só tem que quer" do Dr. Alexandre Feldman

Foto retirada do livro “Enxaqueca só tem que quer” do Dr. Alexandre Feldman

Publiquei isso no meu perfil pessoal do facebook e surgiram muitas duvidas e questionamentos a respeito do açúcar mascavo. Foi aí que resolvi contactar o Dr. Alexandre que prontamente me respondeu e sanou minha duvida.

Ele disse que a fonte da informação que ele publicou no seu livro, é de alguém ligado a uma grande cooperativa de açúcar que tem o açúcar mascavo entre seus produtos.

Então, amigos, cuidado com algumas marcas de açúcar mascavo comercial. Já sabemos que alguns fabricantes, para deixar o (falso) açúcar mascavo soltinho, embalam na verdade açúcar branco refinado, que ganha um banho dos restos do preparo do melado de cana, para ganhar a cor e o aroma característicos, porém sem deixar o produto “grudento”. 

Concluo, então, o seguinte: que temos que ter cuidado na escolha do açúcar mascavo que compramos! Informe-se, leia o rótulo e procure saber a real procedência, observe a cor e as características do produto que você está adquirindo!

acucar

Mas, qual seria, então, a melhor forma de adoçar no dia-a-dia? 

A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento.

Aos poucos estou substituindo o açucar cristal branco e o refinado pelo açúcar mascavo (compro um muito bom, orgânico, lá na Feira de Orgânicos do Parque Água Branca em SP – terça as 16hs e sábado na parte da manhã), pela rapadura e pelo melado de cana.

rapadura e melado cana

açúcar de coco é também uma boa opção, mas ainda difícil de achar e bem caro.

O açúcar demerara passa por um refinamento leve e também não recebe aditivos químicos e conserva as vitaminas e minerais. Ainda uso o demerara, mas pretendo reduzir ao máximo também, já que passa por leve refinamento.

A rapadura é basicamente o açúcar sem refinamento algum – apenas o caldo de cana cozido até reduzir e se transformar numa barra sólida.

O melado é obtido da fervura do caldo de cana até ficar consistente, ao mesmo tempo em que é purificado com a retirada constante da espuma. Mais concentrado, batido até começar a cristalizar e moldado em formas de madeira, ele se transforma na rapadura. Para virar açúcar mascavo, deve ser batido até secar. O melado é, pois, um produto artesanal, sem aditivos.

♥ Como substituir o tradicional açúcar branco por essas outras opções? Eu tenho feito assim: substituo o açúcar branco pela mesma quantidade de mel, melado ou rapadura, mas vou fazendo aos poucos e vou provando para ir sentindo o ponto de doçura que quero. E, vou reduzindo o uso para tentar educar o meu paladar a usar menos quantidade de açúcar na alimentação.

♥ Abaixo, reproduzo o texto que encontrei no Blog Lua e Chá  que deixa muito bem explicado a diferença da rapadura para o açúcar mascavo. Só mesmo a título de curiosidade para vocês. Confira abaixo:

“No artigo de MARCO ANTONIO AZEREDO CESAR & FÁBIO CESAR DA SILVA encontrei os diferentes processos na fabricação do açúcar mascavo e rapadura. Veja abaixo o esquema (para ver melhor a imagem clique sobre ela):


Já em uma pesquisa no site da Embrapa encontrei mais informações que esclarecem que o açúcar mascavo não é bem a mesma coisa que a rapadura ralada. O primeiro, por algum motivo em seu processo de transformação da garapa em açúcar mascavo, perde bastante de suas propriedades nutritivas. Fato que não ocorre com a rapadura.

Observem abaixo a tabela nutricional comparando o açúcar refinado, o mascavo e a rapadura:

Então a rapadura é bem superior nutricionalmente ao açúcar mascavo que eu comprava no mercado.”
→ Outras fontes que consultei para este post: Site Crianças na Cozinha da Pat Feldman; Contacal
Bom, é isso! Espero que tenha esclarecido as duvidas e também informado sobre como fazer um bom uso do açúcar no nosso dia-a-dia!
Abraços!
JU